Estamos ON | Apoios síncrono e assíncrono!

A biblioteca escolar, de acordo com o seu plano de ação e plano de melhoria, seguindo as diretrizes emanadas pela Rede de Bibliotecas Escolares e da Rede de Bibliotecas de Coimbra,  continua a apresentar várias de formas de resposta às diferentes solicitações da comunidade escolar e educativa:

Serviços de apoio da BE

A Biblioteca Escolar dispõe de um serviço em linha (assíncrono/síncrono) destinado ao apoio de alunos e docentes e encarregados de educação, em atividades de pesquisa, seleção de recursos documentais e ferramentas digitais.

Assíncrono

Correio eletrónico | biblioteca@coimbrasul.pt – comunidade escolar (alunos, professores)

Formulários acedíveis a partir deste url ou da Blogoteca Coimbra Sul

“Pergunta. | A Biblioteca responde!” destinado aos alunos

”Pergunte | A BE responde“– destinado a Encarregados de Educação 

#tempo médio de resposta – 24 a 48 horas

Síncrono

O atendimento síncrono – Google Classroom (Meet), realiza-se através de agendamento por correio eletrónico, para questões mais específicas, destinando-se a alunos e professores e, no horário que segue de forma síncrona, contactando primeiro com as PB no stream da turma:

JI | 1.º ciclo

9:15-10:00 – (2.ª, 4.ª e 6.ª feiras | Apoio aos professores

10:00-10:45 – (2.ª, 4.ª e 6.ª feiras | Apoio aos alunos mrpxxbl

15:15-16:00 – (2.ª, 3.ª e 4.ª feiras | Apoio aos professores

16:00-16:45 – (2.ª, 3.ª e 4.ª feiras | Apoio aos alunos mrpxxbl

2.º | 3.º ciclos

10:15-11:00 (3.ª, 4.ª e 6.ª feiras) | Apoio aos professores

11:00-11:45 (3.ª, 4.ª e 6.ª feiras) | Apoio aos alunos mrpxxbl

14:30–15:15  (3.ª, 4.ª e 5.ª feiras) |Apoio aos professores

15:15-16:00 | (3.ª, 4.ª e 5.ª feiras) | Apoio a alunos mrpxxbl

*NOTA – estas horas podem coincidir com reuniões das PB ou com trabalho colaborativo. Nesse caso, utilizar o Formulário Google “Pergunta. | A Biblioteca responde!” – Blogoteca Coimbra Sul

Empréstimo de livros em regime take-away

Consultar o catálogo online, escolher o livro pretendido e agendar o levantamento através do formulário “Pergunta. | A Biblioteca responde!” (blogue da biblioteca escolar) nas quartas-feiras, na escola sede, das 14:30 às 16:30. 

A entrega é feita na entrada do bloco A. 

Depois de devolvidos os livros ficarão em quarentena 

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano | Episódio 9!!!!!

Começou a ouvir um som, provavelmente a razão de os pássaros estarem a ir-se embora. Era o som inconfundível das hélices de um helicóptero.

O barulho deste afastara os pássaros, mas os tubarões ainda giravam à sua volta.

– Podem tratar dos tubarões? – dirigiu-se Barbatana ao homem do helicóptero.

– Claro.

Para se livrarem dos tubarões, deitaram comida própria a uns cem metros.

– Não será perto de mais? – perguntou Barbatana com receio.

– Quando acabarem já não estarás aqui.

Recolheram-no e de seguida as ondas começaram a agitar, aproximava-se, rapidamente, outra tempestade.

– Obrigado por me salvarem.

– Nós não o salvámos.

– Como?! – perguntou, sem perceber nada.

– Nós não o salvamos, só o tiramos de dentro de água, para os tubarões não o comerem. – disse na maior das serenidades.

– Logo, salvaram-me. – esclareceu, baralhado.

– Já disse que não o salvamos, apenas o tiramos da água para não ser comido pelos tubarões.

– Sinónimo: salvamento!

– Olhe, as ordens que temos são para o tirar da água e deixá-lo mais à frente nas ondas violentas. -explicou na maior das serenidades.

Barbatana não queria acreditar.

– Está a brincar, certo? – perguntou, com tom irónico.

– Não, não estou. Prepare-se para saltar.

Barbatana olhou para baixo, as ondas batiam umas nas outras, fazendo um som assustador.

Com a força da viragem, aplicou um grande golpe na cara do idiota que estava à sua frente. Enquanto o homem recuperava os sentidos, viu um pé aproximar-se da sua cara. Bateu na parede e desmaiou.

– Não devias meter-te com um Karateca cinturão preto!…

O piloto, com a atrapalhação, não sabia bem o que fazer. Barbatana esclareceu-o.

– Continua a guiar, leva-nos para a cidade mais próxima.

Assim cumpriu, mas parou quando o Barbatana deu uma nova ordem, após ouvir alguém vindo do mar.

Help me, help me!!!

– Para o helicóptero!

Sem qualquer dúvida, conseguia distinguir aquele sotaque inglês e ao olhar para baixo confirmou que era o miúdo quem estava a pedir ajuda.

As ondas violentas atrapalhavam o miúdo. Mal conseguia respirar, quando foi resgatado por Barbatana.

O miúdo proferiu poucas palavras, as suficientes para deixar Barbatana estupefacto.

– Não quero ver a tua cara! Deixaste-me a morrer no mar e não fizeste nada para me salvar!…

– Como assim? Eu fiz tudo o que consegui fazer para te salvar.

– Não fizeste. Por tua causa, fui mordido por mil peixes, estou a morrer de frio e tenho fome até ao próximo ano.

– Enganas-te, eu…

Não acabou a frase porque foi empurrado para o mar.

– Agora sofre o que eu sofri!!! – foram as últimas palavras que Barbatana ouviu.

Acordou no meio da floresta, tinha batido com a cabeça e estava mesmo muito confuso.

– O que se passa?!

Rodeavam-no árvores, umas caídas, outras não, o solo estava encharcado e ainda se sentia um ligeiro vento.

– Onde estou??

Não se lembrava de nada do que acontecera, apenas do sonho que acabara de ter.

– Que sonho mais estranho que eu tive… Primeiro, estão todos os animais a louvar-me e depois montam um plano para se livrarem de mim…

Tentava juntar as peças, mas nada fazia sentido.

– Terá tido alguma coisa a ver com o erro que disseram que eu cometi? Como é que eles disseram? Tempestade, vento, fogo, mortes…

Quanto mais pensava, mais confuso ficava.

– Eu provoquei mesmo uma tempestade?? A tempestade provocou a destruição total? A destruição alimentou a raiva deles?? 

Procurava uma resposta para todas estas interrogações sobre o sonho, contudo, infelizmente, não lhe ocorria nada.

– Os animais atacaram-me e deixaram-me a morrer dentro de água. Fui resgatado por um homem maluco. Salvei um miúdo em perigo, que se tinha esquecido que tentei salvá-lo antes, e, por isso, atirou-me ao mar, para que eu morresse.

Ao tentar levantar-se, reparou que tinha uma perna esmagada.

– Então, o meu sonho pode ter algo de verídico… Se calhar, ninguém no mundo gosta de mim e todos me querem morto. Incluindo a estúpida da minha perna que só me dá dor.

De facto, a perna estava a doer-lhe demasiado para conseguir ter um pensamento lógico. Só conseguia pensar no ingrato do miúdo e no que ele dissera.

Agora, repetia, à procura de uma explicação:

– “Não quero ver a tua cara. Deixaste-me a morrer… Sofre o que eu sofri…”

Estas três frases deixavam-no intrigado. Não as percebia e por mais que repetisse, continuava sem perceber…

– “Não quero ver a tua cara. Deixaste-me a morrer. Sofre o que eu sofri.” O que é que ele quis dizer com isto??

Ficou muito tempo à procura de uma explicação para o que não tem explicação. Afinal, os sonhos nem sempre se explicam! No entanto, posteriormente, começou a rever, de fio a pavio, as recordações que tivera desde que chegara à ilha. 

A primeira vez que viu o miúdo no mar, as cambalhotas que deu na água, os gritos que mandou ao Capitão e a contraditória imagem dele feliz.

– Se calhar, não é uma ideia contraditória! – começou a pensar em voz alta – Se calhar, no final, consegui mesmo salvá-lo. Ou então não… Por isso, no sonho queria vingar-se de mim…

As suas ideias debatiam umas contra as outras.

– Não!… Este sonho foi apenas isso, um sonho! Ou terá sido um reflexo do que aconteceu?

Sem conseguir chegar a algo concreto e com sentido, decidiu esperar até descobrir o que acontecera, na verdade, ao miúdo e ao Papagaio, se existisse, pensava agora…

E agora? Sonho ou realidade? Dá um like! O Diogo vai gostar! 😉😉

25 de fevereiro de 2021 | SUPERTMATIK é hoje!

É hoje o grande dia do desafio dos alunos de Francês do 3.º Ciclo!

Esta atividade, organizada pela AD de Francês, a Biblioteca Escolar e o Clube de Francês, tem envolvido os alunos participantes que têm treinado com empenho e alegria, em modo solitário e segundo o seu ano de escolaridade!

Às 18:35 lá nos encontraremos e, das 18:50 às 19:10 , os participantes farão um maravilhoso printscreen com o seu melhor resultado (50 segundos ou menos) e vão continuar esta aventura!

23 de fevereiro de 2021 | O Concurso Nacional de leitura é hoje!!!

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano | Episódio 8

Sonho

Todos os animais se alinharam. Começou a tocar uma orquestra formada pelas doces vozes dos animais e pelos sons da natureza. Esta orquestra era conduzida pelo Papagaio.

– Toquem, toquem, o nosso chefe vem aí!

Abanava o pau que estava a servir de batuta. 

O público começou a comentar:

– O nosso rei é um desastre!

– Pois é. Na semana passada, quando cá chegou, não sabia nada…

– Nem o seu nome sabia!!

– Pelos pecados que cometeu, Deus mandou que uma tempestade se abatesse sobre a nossa pobre ilha.

Falavam da tempestade, mas não havia sinais dela, nem mortos, nem árvores abatidas. Tudo perfeito.

– Ardeu-nos com a floresta toda!

Também não havia sinais de fogo, não.

– Este homem é um desastre…

– Desde que ele cá está, fomos atacados três vezes por piratas, levaram a comida toda!

– Pois foi! E eu morri por causa dele!

– Chiu!! – ordenou o pássaro – Precisamos de mais agudos na nossa banda, todos os pássaros a juntar-se.

A música começou a acelerar e o Papagaio anunciou:

– Uma salva de palmas para o nosso rei, o Barbatana!!!

Agora o público já não era conspirador, pelo contrário, apoiava o rei.

– Vá!!

– É o maior!

– Adoramo-lo!!!

– Siga os seus sonhos!!!

Um ou dois animais com mais cérebro cochicharam entre si.

– São doidos.

– Mesmo! Há pouco queriam-no morto, agora fazem-lhe cinco vénias em dois segundos.

O egocêntrico do rei ralhou:

– Calem-se!

– Com certeza, vossa majestade…

– Como sabem, eu sou o vosso novo rei. Infelizmente ocorreu uma tempestade, mas, com os meus poderes mágicos, vou voltar a trazer os cereais a estes campos.

Fazendo uma concha com as mãos, abanou-as. Quando parou, começaram a crescer árvores e plantações em todo o lado.

– Parabéns!! Bravo!

– É o máximo!

– Não têm de quê. Infelizmente, eu vou fazer uma lista e, hoje, metade de vocês vai acabar no meu jantar. Continuem a tocar.

– Quem será? – todos cochicharam.

O rei foi-se embora e agora a oposição conversava.

– Não se admite…

– O nosso rei devia ser substituído.

– Planos, comecem a falar.

– Atiramo-lo à água!

– Só se atirarmos para muito longe, senão, ele nada até aqui.

– Estamos todos contra eles, certo?

– Sim.

– Afirmativo.

– Correto.

– Plenamente.

De facto, eram muitos animais contra ele. Toda a ilha tinha um motivo para o querer morto.

Começaram a pensar em mais planos, mas foram interrompidos pelo Papagaio. Num segundo, todos se calaram.

– Não gosto deste silêncio. Deixem-me adivinhar, estavam a pensar em matar o nosso líder supremo, o rei Barbatana. Adivinhei?

– Nós somos mais que tu!

– Não te metas connosco!

O Papagaio esperou que se calassem e continuou.

– Querem saber? Eu alinho com vocês! Por causa desse cretino, eu voei pelo ar e morri. – divulgou com um tom brusco.

– Então, ninguém quer aquele palhaço vivo?

– Certo.

– Papagaio, tu és aquele que o conhece melhor, tens alguma ideia para acabar com ele?

– Eu tenho algumas ideias…

– Quais?

– Esperem para ver. 

Começou a escrever.

À noite, na cerimónia de despedida aos animais que iam ser dispensados, já todos sabiam o que tinham de fazer para se livrarem do bondoso rei, que ia matando toda a comunidade.

– Aproximem-se de mim. Daqui a instantes, vão ficar a saber quem vai ser dispensado. 

– Mas nós já sabemos quem vai ser dispensado!

– Como é que sabem?? – perguntou admirado.

– Nós sabemos coisas…

– Quem sabe? – perguntou.

– EU.

– EU.

– EU.

Toda a gente sabia.

– Ótimo, então vão ser todos dispensados. Todos à exceção do Papagaio, que não sabe.

– Mas eu sei…

Os animais começaram a formar um círculo em volta de Barbatana, que começou a ficar bastante assustado.

– O que se passa? Deve ser tudo um perfeito mal-entendido. – notava-se estar bastante assustado – Eu não queria matar ninguém, esta cerimónia era apenas para dizer que ninguém é dispensável.

– Pois, pois…

– Olha, nós não somos burros.

– Por favor, vamos conversar!

– Conversar?! Pois sim.

– Nota-se pela tua voz que estás a ficar bem preocupado!

– Não nos enganas.

Os animais tinham formado um círculo e agora começavam a apertá-lo.

O plano era atacarem-no com as suas patas, garras, bicos, dentaduras…

Enquanto alguns animais maltratavam o dito rei, outros faziam música, que estava a acelerar e a aquecer.

Barbatana tinha experiência em luta e começou por se conseguir defender, porém estava em completa desvantagem. 

O plano não era matar Barbatana, era apenas magoá-lo o suficiente para, quando o deixassem no mar, morrer, sem conseguir chegar até à costa. 

– Já chega. – declarou um dos animais.

Tinham posto Barbatana em péssimo estado. Já não se conseguia mexer.

Os pássaros de maior porte pegaram nele e levaram-no para longe da costa, mas onde os animais que ficaram na praia conseguissem ver.

Quando o largaram, ainda suplicou:

– Não me faças isto, Papagaio, somos tão bons amigos!…

Os animais de terra e os pássaros do ar ficaram a ver Barbatana flutuar e ir abaixo nas ondas.

– Não me façam isto!!

Um tubarão nadava cada vez mais perto, e mais perto. E quanto mais perto da morte estava, mais gritava:

– Sou só um humano!!!!

– Não queremos saber. Devias ter pensado nisso antes de nos conduzires à ruína.

– Mas eu voltei e reconstruí tudo!! – notava-se o desespero.

– Não interessa, por tua causa morreram amigos meus.

– Mas eu também os ressuscitei. 

– Mas estiveram mortos durante algum tempo. O que fizeste não tem perdão. Trouxeste o diabo às nossas terras e isso não se faz.

Pensava agora nas coisas que tinha feito com o Papagaio. Começou a chorar, triste e desiludido com o seu amigo. 

Ora olhava para os pássaros que estavam a girar em torno dele, ora para os três tubarões gigantes que já o giravam, ora para a praia onde todos os animais ansiavam a sua morte, ora para a cara do Papagaio a sorrir.

Não se percebeu quando começou a chorar, porque a água do mar ocupava-lhe a cara toda.

Era com grande dificuldade que, no estado em que estava, vinha ao cimo depois de ser sugado pelas ondas.

Uma puxou-o para baixo. Barbatana usou toda a força que ainda tinha. Esforçou-se, mas, por mais que tentasse, não conseguia subir. Numa das suas braçadas, bateu num tubarão.

– AAAAAHHH!!!

Com dificuldade e medo conseguiu voltar à superfície. Precisou de alguns instantes para recuperar o fôlego e só depois percebeu que os pássaros tinham desaparecido. Olhou em direção à praia e avistou-os.

– Ainda estou vivo. Onde é que vão??

Não obteve resposta.

14 de fevereiro | Dia de São Valentim | Leituras

Requisita-os na nossa biblioteca escolar e boas leituras!

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 7

Regressou ao presente. Estava ofegante, com uma pulsação elevada e bastante assustado. Sem pensar na forte tempestade aterrorizadora, que destruía árvores e paisagens, levantou-se, para sair da gruta. Quanto mais perto da saída chegava, mais húmido o ar era. A passagem estava tapada com uma árvore que caíra. Com força arredou-a. Só conseguia pensar no miúdo a morrer afogado sem ninguém se preocupar com ele.

Assim que saiu da gruta, uma forte rajada de vento fê-lo cair e uma árvore aterrou-lhe nas pernas. Precisou de algumas tentativas, mas conseguiu tirá-la.

Muita chuva, muito vento, muitas árvores a cair mesmo à sua frente… Não morreu porque a vontade dele era superior.

Nada o ajudava. O vento deitava-o ao solo e as roupas molhadas tornavam-no pesado. Tinha as pernas esmagadas e a cabeça doía-lhe… Não conseguia chorar, queria salvar o miúdo.

Percebeu que ainda estava muito perto da gruta, porque começou a ouvir a voz do Papagaio.

– Barbatana? Estás doido??

– Não te metas nisto, não tens de morrer, põe-te a salvo!

– Volta já para dentro!! – ordenou o Papagaio.

Barbatana não queria saber.

– Vais morrer! – continuou o Papagaio.

Barbatana já não ouvia, mas Papagaio insistia.

– Da última vez que ocorreu uma tempestade destas, quem não se conseguiu abrigar, morreu. As ondas agitam e crescem, subindo até às árvores. Metade destas cai por causa do vento forte. A tempestade pode demorar algum a tempo a passar, vem para aqui.

Barbatana não estava muito longe da gruta, mas não quis saber. 

Apurou os ouvidos para ouvir o mar, no entanto, só ouvia o vento e as árvores a cair. 

A chuva vinha cada vez com mais força. Barbatana tinha muita dificuldade em mexer-se. 

Mais uma forte rajada de vento, Barbatana olha para trás, vê o mundo desabar…

– Devia ter voltado para a gruta! Devia ter salvo o miúdo! Não devia ter voltado para o barco sem olhar mais uma vez para o mar!! Não devia ter tido dois filhos!! Devia ter matado o miúdo. Devia ter ido acordar os marinheiros! Devia ter dado um murro na cara do Capitão!!!

Começou a chorar, os seus pensamentos não acabavam… “CABUUM!”, foi o estrondo que se ouviu. A árvore caiu mesmo em cima dele.

O pássaro assistiu a tudo.

– Não… – gemeu – Meu amigo!!!

Tal como Barbatana, não pensou duas vezes e, assim que deixou a gruta, foi levado pelo vendaval.

Os outros animais continuaram abrigados sem nada fazer.

No interior da gruta, as faíscas da fogueira saltaram com maior intensidade, atingindo as paredes cobertas por ervas. Rapidamente, um incêndio iniciou e alastrou e alastrou.

Morreram os animais, consumidos pelas chamas alguns, abatidos pela tempestade e, numa tentativa de fuga, outros.

Tão depressa como começou, sem mais nada para devorar, o fogo extinguiu-se.

Daí a uns momentos, também a tempestade se foi embora, deixando uma marca significativa. As ondas do mar agitado haviam destruído os pontões. Uma grande parte das árvores havia-se desfeito e caído. Os habitats foram destruídos pelo vento forte. A chuva foi tal, que o solo das ravinas não aguentou. Apodreceu de molhado e deteriorou-se.  Havia, agora, animais mortos por toda a parte… Parecia que o fim do mundo havia chegado muito cedo àquela ilha…

Sim, é dramático o que está a acontecer. O desespero de Barbatana, o seu amigo que o quer proteger, a tempestade, a natureza demonstrando o seu poder…arrasador…

A saga continua…na quarta-feira…o que irá acontecer? Dá a tua opinião aqui e coloca um ✨GOSTO! O nosso autor vai ficar feliz!😊

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 6

Tempestade

Um dos objetivos de Barbatana já estava concretizado, pôr o miúdo a salvo. Já só faltavam outros dois: reestabelecer o contacto com o Papagaio, ou encontrar outro amigo e pôr-se a milhas daquela ilha.

Pensou em usar o barco que estava junto das rochas, mas, assim que lhe mexeu, desfez-se.

– Preciso de um tronco. Ou de muitos ramos grossos. Deve ser fácil encontrar, a ventania deitou a baixo muitas árvores, ou parte delas.

Começou a recolher os seus materiais.

– Agora só preciso de agarrar estes ramos com…

– Barbatana, Barbatana!!

O marujo não teve tempo de acabar a frase. Imediatamente, virou-se na direção do som.

– Barbatana, Barbatana!!

– Quem está aí?!

Sem saber porquê, agarrou num pau e pôs-se numa posição de luta. Barbatana tinha experiência, muita experiência.

– Eu sou um pirata. Não se aproximem!

– E eu sou um papagaio. Um papagaio com o nome de Papagaio.

Barbatana só largou a sua arma improvisada quando viu, de facto, o seu grande amigo.

O pássaro parecia bastante atrapalhado e balbuciou umas palavras, ofegante:

– Perigoso… A caminho… Esconder… Já… 

– Não percebi nada, vais ter de repetir.

– Perigoso… A caminho… Esconder. Já…

– Pois, ao que parece, não funciona. Acalma-te, amigo. O que é que se passa?

– Tempestade!! Está uma perigosa tempestade a caminho!…

De facto, há pouco tempo tinha-se levantado uma pequena brisa e, neste momento, já se sentia o vento muito forte e cada vez mais forte e cada vez mais forte. A aproximar-se a largos passos, era, agora, possível ver os contornos de um furacão.

– Onde nos podemos esconder? Conheces bem a ilha, certo?

– O único sítio seguro são as grutas.

– Vamos.

Parou logo, pois o seu amigo não se mexeu.

– Então??

– Acontece que não conheço bem esta parte da ilha. – anunciou em pânico.

– Encontramos uma gruta, não podemos ficar aqui parados!!

No pouco tempo em que ali ficaram, começou a chover a potes. Foi complicado ir até uma gruta, uma vez que tinham o vento contra eles.

A primeira gruta que encontraram estava de tal maneira cheia de calhaus, de ramos, de coisas partidas e de folhas amontoadas, que não dava para mais uma formiga. A segunda estava virada para a tempestade. Só na terceira gruta se conseguiram abrigar. O Papagaio teve de ir quase todo o caminho ao colo de Barbatana, uma vez que ficou com as asas encharcadas e reviradas.

A gruta tinha ervas a crescer pelas paredes. Era grande e ao fundo já não se via nada. Barbatana pegou em alguns paus e fez um monte de folhas onde os deixou. De seguida, agarrou em duas pedras e com fricção fez chama à primeira tentativa, mesmo com as pedras húmidas. Agora com uma fogueira onde se aquecer, Papagaio agradeceu:

– Obrigado por me transportares e aqueceres.

Estavam ambos a morrer de frio, pelo que, a fogueira fez um ótimo trabalho. Todos os pequenos animais que se tinham abrigado também nesta gruta começaram a juntar-se em volta da fogueira, com exceção de um grupo de morcegos, que não gostou nada da companhia. 

As ondas agitavam, muito zangadas. O vento gritava com as rochas, originando o que parecia um uivo. A chuva batia furiosa na gruta. Tudo tal e qual como na recordação de Barbatana…

Tinha saltado para a água para ajudar o miúdo. 

Agora, também ele imergia e emergia. Ouviam-se muitos gritos…

– Barbatana???!!!

– Ele é doido?!!

– Estás bem??

A água da chuva magoava-o, enquanto a água do mar o puxava para baixo.

HELP ME!! HELP ME!!!

Ouviu, finalmente, a voz do miúdo. 

Olhou à volta, mas não o viu. Susteve a respiração, abriu bem os olhos e disse:

– Foi um prazer trabalhar convosco!

– Atirem as redes e cordas! – barafustou o Capitão – Vamos salvar um amigo!

Barbatana lutava contra as ondas, via o miúdo a ir ao fundo, já não conseguia emergir. Entrou-lhe água para a boca, mas não desistiu. Quando conseguiu alcançar o miúdo, à distância de um braço, gritou:

– Agarra-te!!

Mas aos ouvidos do miúdo o que chegou foi “Arae”…

Num instante, Barbatana puxava o miúdo, no instante seguinte, as correntes separavam-nos. Agora, era Barbatana quem estava a ir ao fundo.

Quando viu que o miúdo conseguiu chegar à superfície para respirar um bocado, chorou de alegria. Com toda a sua força, conseguiu chegar à superfície. Deixara de ver o miúdo. Pensou que estivesse no barco, a salvo. Agarrou uma das cordas, que foi atirada ao mar, e foi puxado para a superfície.

Precisou de uns instantes para recuperar o fôlego.

– O miúdo? Onde está o miúdo??

– Reconheceste-o?

– Onde está o miúdo???

– Reconheceste-o?

– Onde é que ele está?? Salvaram-no, certo??!

Barbatana estava prestes a explodir.

– O miúdo?? Onde está o miúdo, raios????

O Capitão não gostava nada que o desafiassem pelo que explodiu também.

– Temos água a entrar-nos no convés, ainda temos gente a dormir, porque não sabes cumprir uma simples tarefa!! O barco quase virou três vezes, porque em vez de fugirmos à tempestade, entramos por ela a dentro para ir salvar um homem que foi atrás de um miúdo que não conhecemos!!! Nem sequer falava a nossa língua!!! Se o tivéssemos salvo, só nos ia atrapalhar! Assim que que se emitisse um alerta à procura dele, teríamos de voltar atrás para um porto qualquer, para largar o raio da criança!!…

– NÃÃÃOOO!!! Eu vi-o!! Ele estava em pânico, temos de o ajudar!! Não vamos virar costas a um miúdo! Já todos nós fomos miúdos e nunca ninguém nos virou as costas…

Barbatana estava em pânico e ninguém o queria ajudar.

– Não. – disse, simplesmente, o Capitão.

Barbatana tentou saltar do barco, mas agarraram-no.

– Se saltares do barco morres.

O Capitão ordenou que o fechassem no quarto dele.

Sim, a aventura continua e sabemos que só podes esperar até…amanhã!

Clica em ✨Gosto! e o autor desta saga ficará feliz!

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 5

Emoções

Ficou um bom bocado a descontrair na água, que o fazia balançar, de um lado para o outro, de um lado para o outro. Ao princípio, ainda ouvia o espetáculo da natureza, depois deixou de ouvir. De um lado para o outro…

Empunhava agora a sua longa espada, todo transpirado, durante a noite. Lutava com um homem do dobro do seu tamanho, muito mais incorporado. Já estavam os dois ensanguentados. Barbatana tinha dois cortes na barriga e um no braço. O outro homem tinha um corte na barriga e outro na perna.

Lutavam, como dois verdadeiros guerreiros. Transpiravam sem se cansar, a adrenalina tomara os corpos deles.

Barbatana começou a perder, sofreu outro corte na barriga. Mas não desistiu. Começou a ver a vida passar-lhe à frente. Devia ter feito tudo de outra maneira…

Preparava-se para se render, quando o outro homem começou a diminuir. Barbatana não percebia como era possível tal transformação. Continuou, portanto, a lutar, usando, agora, o seu tamanho a seu favor. Empunhando a sua lâmina afiada, desarmou o misterioso adversário. Estava prestes a matá-lo e então, a cara deste muda… Pela primeira vez, fala. O seu tom evidencia raiva:

– Deixaste-me a morrer na água!! Tu não sabes pelo que eu passei e agora queres matar-me outra vez??!! Não existe perdão que te perdoe! Morre no inferno!!!

Barbata ficou estupefacto, confuso, atrapalhado… Estava perante o miúdo que tentou, que tentou, tentou… salvar no mar…

Quis falar, mas a sua boca não correspondeu. Quis mover-se, paralisou.

O miúdo pegou na espada do marujo e acompanhou o seu último golpe com a sua última fala.

– Tem vergonha de ti próprio! Não se tenta matar um miúdo…

– AAAAAAHHHHH!!!!

Estava na margem do rio com o sol a bater-lhe na cara e pequenas ondulações a molharem-lhe a parte esquerda do corpo. Tudo não passara de um sonho.

– Já acordaste do teu sonho de beleza? – perguntou o engraçado do pássaro.

– Não tem piada. – contrapôs.

– Não é preciso ficares irritado. Estavas aí a mexer-te e a abanar-te… Eu só queria…

– Cala-te!

Ficou bastante chateado, mas o Papagaio não tinha nada a ver com isso. Ficou chateado por não conseguir fazer nada em relação ao pobre do rapaz, que, muito provavelmente, morreu afogado.

Não se lembrava bem do caminho, uma vez que, quando por ali passou, levava os olhos meio fechados. Depois de inventar um bocadinho, conseguiu chegar à praia. O cenário do seu sonho era uma praia, então, começou a correr pelas várias praias, separadas por pedaços de rochas.

O seu cérebro dizia que este esforço não iria compensar. Porém, o afeto pelo miúdo dizia que sim, então, tomou conta do corpo.

Só via areia, nenhum sinal do rapaz.

– Eu quero ajudar-te!! – gritou – Não precisas de te esconder!

Nada. Não houve resposta.

Sentou-se na areia, tentando afastar o miúdo dos pensamentos e pensar noutra coisa qualquer, mas não lhe era possível. Acabava sempre a ver a mão dele romper aquelas ondas violentamente fortes… Era meio-dia e a água escaldava, mas o marujo não quis saber. Precisava de se distrair. Entrou no mar e começou a furar umas ondas. Não reparou, mas, a pouco e pouco, a água levou-o para outra praia, uma pequena, rodeada de grandes paredes de areia sólida (não dava para trepar). Contemplou estas paredes da natureza. Quando se virou, pronto para regressar, o mar agitava violentamente. Agora, era perigosíssimo voltar. Uma vez que a maré estava a subir, o mais certo, se o fizesse, era ser empurrado contra as rochas, partir a cabeça e precisar de um médico, inexistente na ilha. Procurou uma saída nas rochas, mas nada.

– SOCORRO!! Estou numa praia sem saída e é imprudente ir por água!!! – tentou fazer-se ouvir – Meto-me em cada uma… – resmungou para consigo.

O mar subiu muito rápido, já só havia alguns metros por onde se andar. Ágil, leve e cuidadoso, tentou subir pela areia, mas, como esperava, caiu.

– SOCOOOOOOOOOOOOOORRO!!!!!

Ele não era homem para ficar assustado facilmente. 

Já não havia areia à vista. Então, o marujo tentou furar uma onda. Correu mal… estatelou-se na areia. Nesse momento, veio-lhe uma recordação do miúdo, mas, tão depressa como surgiu, desapareceu, pois foi sacudido e bateu, outra vez, na parede natural. Tentou controlar as ondas, sem sucesso. Batia e enrolava e sacudia e enrolava sempre. A adrenalina e o pânico fizeram-no perder o controlo do corpo. Num instante, perdeu os sentidos.

Acordou numa outra praia. Estava todo esfolado e tinha a cabeça a sangrar. Julgou-se morto, por uns instantes, mas voltou à realidade. Pela trajetória do sol, haviam-se passado duas horas. Tinha a boca cheia de areia.

– BLHHAA!! A areia é horrível!!

Foi comer um fruto para ver se tirava aquele sabor, mas não tirou. Enquanto chutava areia e pedras para o mar com as suas unhas já partidas, reparou que havia um pequeno barco de madeira abandonado ao lado das rochas.

– Está aí alguém?? – gritou – Sou inofensivo!

Não era bem verdade, mas queria desabafar com humanos. 

– O que há no barco?

Dirigia-se num passo muito lento, não fosse assustar quem lá estivesse…se estivesse. Começou a analisá-lo.

– Um barco podre, tal como o remo, uma rede desfeita, dois peixes mortos. IIIIIHHHOO!! Um deles acabou de se mexer!! Ninguém??!

Ao ver cravado no barco o desenho de uma família, a última memória que teve reaviva-se e consegue ver o miúdo ajoelhado no seu barco, a salvo. Depois, tudo negro, novamente. Primeiro sem acreditar e logo de seguida triunfante:

– Afinal ele está bem… Salvei-o, salvei-o, consegui salvá-lo!!!! Eu salvei-o!!!!

Aquela única imagem bastou-lhe. Durante alguns minutos foi a euforia total.

– Consegui, salvei-o!!!

Deitou-se na areia, pensativo.

Primeiro, acordou naquela ilha, sem companhia e sem saber o que aconteceu ao miúdo. Mais tarde, fez um amigo. Agora, sabe que o miúdo, em quem nunca parou de pensar, está bem.

– Papagaio?! Papagaio!

– Gaio…gaio…aio…o…o…

– Eco!!

– Eco…eco..co…o…

A saga continua…

Daqui a uns instantes…

Gostas? Então clica e Gosta! ✨

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 4

– Estou sozinho, cego, com fome e a morrer de frio…

Amanheceu e o marujo foi caçar. Fez como aprendeu no barco. Afiou um pau numa pedra. Aos olhos dele estava bem afiado, mas na verdade não estava.

Quase cego e com uma arma mal afiada, a caçada não correu muito bem. Muitas vezes nem chegava a atirar a lança, porque fazia barulho e os animais fugiam. Quando a atirava falhava sempre…e os animais fugiam.

Esta péssima caçada fê-lo lembrar-se de uma ótima…

Anoitecia, o céu era uma folha cheia de tinta, o mar acalmava. Tudo estava absolutamente perfeito e calmo no exterior que envolvia o navio pirata. Mas neste viviam-se péssimos dias. Há uma semana que a comida acabara e as redes de pesca haviam-se estragado ou perdido.

– Capitão, não há nenhuma ilha no radar.

– Não avisto nenhuma ilha daqui de cima. – anunciou o homem do cesto da águia.

Perante isto, o Capitão ficou preocupado. Estavam todos esfomeados e há dias que sonhavam com comida que não fosse algum rato do convés.

– Chamem o Tubarão. – ordenou o Capitão

Tubarão era entroncado, de nariz batatudo e cheio de tatuagens. Sempre que voltava a casa, fazia uma nova tatuagem.

Conversaram um bocado e depois o Capitão entrou para a sua cabina. Tinha uma mesa e nas paredes estavam todas as suas conquistas. Uma folha, um osso, um mapa, uma estatueta, sangue ou mesmo um pedaço do tesouro…

Tubarão tinha um anúncio a fazer e para o efeito mandou chamar toda a tripulação.

Todos o respeitavam, pois ninguém tinha tanto músculo como ele. 

– Há uma semana que passamos por uma crise, e com a morte do nosso cozinheiro chefe tudo piorou. Fiz uma lista com os nomes dos que são dispensáveis e escolhi um.

Todos sabiam, de acordo com o seu trabalho, se eram dispensáveis ou não. O grupo que ficou mais preocupado foi o que trabalhava o peixe, uma vez que agora que já não havia redes, já não havia peixe…

– O Capitão já está a cozinhar os nossos quatro reclusos, mas precisamos de cinco corpos para saciar a nossa fome. Assim sendo, quem vai perder a vida vai ser… o cozinheiro Afonso.

Afonso entrou em pânico.

– Não bastam quatro corpos?? Eu ainda sou muito novo, quero viver!

– Tens setenta anos e os teus familiares não te querem desde que os traíste. Ninguém te quer e não andas a fazer nada no barco. Aguenta.

Tubarão mandou Afonso ajoelhar-se e todos fizeram um semicírculo à volta do homem. Num barco existem os amigos e os conhecidos. Os amigos dele, tristes, retiraram-se para os seus quartos. Os conhecidos não se importavam, tinham fome.

Tubarão já empunhava a sua longa espada, cheia de sangue de anteriores batalhas, quando, durante o movimento, se ouviram aquelas três palavras que todos adoram:

– Terra à vista!

Quem as disse foi Afonso, também apontou. Todos gritaram, saltaram, festejaram. No entanto, aquilo não passava de uma mentira. Quando se viraram, mar, só viram mar. Tubarão, furioso, gesticulou um longo golpe giratório. Não matou Afonso, porque este desaparecera.

– Encontrem-no!!!!

Passaram-se horas, mas ainda ninguém o tinha encontrado.

– Procuramos nos quartos, nos escritórios, nas oficinas, no salão, nos armários, nos cestos, nas máquinas…não o encontramos.

– Vocês não passam de uns incompetentes!! Os amigos dele devem estar a ajudá-lo…

Cinco minutos depois, estavam ali todos os amigos dele e de repente alguém encontrou Afonso.

– Que coincidência! Quando vocês deixaram de participar nas buscas, encontramos o nosso fugitivo. Quero saber quem o ajudou.

Preparava-se para dar um murro na mulher de Afonso, quando alguém gritou. 

– Terra à vista!!!!!!

– Não parem de olhar para os nossos presos – barafustou o Capitão.

Desta vez era verdade. Prenderam Afonso e seus amigos nas celas, para poderem atracar na ilha.

– Preparem-se para a caçada. Quero buracos camuflados, redes elevatórias, prisões camufladas no interior das grutas e gente de espadas em punho.

No final da caçada tinham carne para dois meses! Decidiram libertar os prisioneiros.

– Capitão, tivemos um pequeno problema com indígenas, mas tratamos deles.

Barbatana decidiu seguir a dica da sua recordação. No barco, era   o melhor a fazer armadilhas com redes e estava sempre a gabar-se, dizendo que o conseguia fazer de olhos fechados. Agora, percebeu que, sempre que o dizia, era um perfeito aldrabão.

A armadilha que preparou só apanhou um animal, ele próprio.

Tinha fome e o tempo estava a aquecer. Voltava para a praia quando tropeçou. Logo, ouviu a voz do Papagaio:

– Tropeçaste em fruta. Precisas de comer alguma coisa!

– Esta é a tua vingança?

– Não sou do tipo vingativo.

– Eu queria pedir-te desculpa. Agi com a barriga e não com o cérebro.

– Não me tens de pedir desculpa, desde que estejas verdadeiramente arrependido. O que importa é o futuro e não o passado.

– Obrigado. O que eu queria era fazer um amigo… Como te chamas?

– Papagaio.

– É um nome interessante!

– Precisas de lavar esse olho.

O marujo já estava a ver bem melhor, mas não recusou a ajuda do seu amigo. Entraram pela floresta dentro. Andaram meia hora, até se ouvir o som de um rio. 

O Papagaio levou Barbatana até uma queda de água que formava uma lagoa. 

Barbatana ouviu a água a mexer, como se estivesse alguém a sair dela. Olhou para verificar, mas não viu ninguém. Alucinara!

– Tens de lavar esse olho em algo que não seja salgado.

Lavou o olho. Pensou que a água era mágica pois, com o calor insuportável que se sentia, a água conseguia manter-se a uma temperatura bastante agradável. Nem fria nem quente. Quando, por fim, limpou totalmente o olho, olhou em redor. Era lindo, simplesmente lindo!… A parte mais exterior da floresta, onde Barbatana andou, era totalmente diferente desta onde se encontrava agora. A água batia nas rochas e salpicava. A acompanhar o som do rio, ouviam-se também sapos e todo o tipo de pássaros. Uma infinidade de sons formava ali uma bela orquestra. Também o ar era mais puro e o que se via era totalmente diferente. O solo era uma mistura de areia, de terra e de folhas. Barbatana nunca vira aqueles frutos. Colheu um de uma árvore, era ótimo, como tudo o resto. Havia pedras de todos os tamanhos de um dos lados da lagoa, formada pela linda cascata de vinte metros. Verdura a toda a volta. Mágico, mágico!…

Continua…no próximo sábado!

Deixa um GOSTO!

Carta para Amigos da Biblioteca|De regresso hoje…sempre!

Neste dia de regresso, recordamos a Voz de uma (antiga) utilizadora, parte da história da nossa biblioteca que nos faz sentir que ela é também a nossa casa!

Caro viajante,

Se estás a ler esta carta é porque finalmente chegaste ao teu primeiro destino: a infame biblioteca. Aqui terás acesso a tudo o que precisas para continuares a tua viagem por este longo caminho a que chamas de vida. Lembra-te que poderás sempre regressar a este lugar e que todos os objetos aqui podem ser guardados no teu inventário por um determinado tempo antes de teres que os devolver.

Sei que deves estar confuso com isto tudo então deixa-me passar parte do meu conhecimento com a história de como me senti quando estive no teu lugar:

«Era como um mundo novo aquele que tive a sorte de explorar quando entrei pela primeira vez numa biblioteca. A proteção que as estantes repletas de livros me trazia era tão grande que, ainda hoje que já sou crescida, não consigo colocar em palavras o quão em casa me senti naquele momento. Desde esse dia já a visitei muitas vezes e nela vivi diversas aventuras, quer no mundo real como no imaginário que nos é proporcionado pelos livros, mas nunca essa sensação de paz e segurança me abandonou.

Desde concursos de leitura e escrita até serões passados a estudar, foi este espaço que me acolheu nos bons e maus momentos, sabendo sempre como me confortar e ajudar, cumprir as minhas necessidades e tornar os meus mais loucos sonhos realidade. Os livros estiveram sempre lá para mim, tanto quando estava sozinha com lágrimas a caírem como quando tinha os meus amigos e estávamos todos nervosos para um grande teste que se aproximava. Em todos esses instantes foi na biblioteca que encontrei o meu refúgio e a minha felicidade, e, por vezes, até uma nova maneira de ver as situações e a vida.»

Mas afinal, perguntas tu, o que é a biblioteca? Mais do que um lugar físico que serve de casa a muitos livros e os seus mais variados conhecimentos, a biblioteca é a porta para mundos que estão por descobrir, o barco onde navegamos perante as mais difíceis ondas e as pessoas que estão sempre lá de braços abertos para nos acolher.

Existe uma ideia errada de que este local é somente um espaço tedioso e simples onde estão guardados livros e onde uma senhora de meia idade irritada com a vida nos está sempre a mandar calar, mas, como eu disse anteriormente, nada disso é verdade. O espaço tedioso e simples é, na verdade, silencioso e simples para permitir que os mundos que lemos sejam, na nossa cabeça, o mais claros e coloridos possível. A senhora de meia idade é, para grande surpresa de muitos, uma equipa de pessoas amorosas que vale a pena conhecer pois estarão connosco para sempre, naquele pequeno compartimento do nosso coração guardado para os que fazem a diferença em nós. E os livros, bem… Esses tu já sabes, meu caro companheiro, são o portal mágico que faz ligação entre a realidade e a fantasia, onde podemos ser tudo e fazer tudo o que quisermos.

Esta é a biblioteca e, se não a vês assim, aconselho-te a saíres, respirares fundo e entrares de novo, desta vez com a mente limpa, pois o nosso maior adversário para aproveitar tudo ao máximo é uma mente desorganizada.

Espero que este pequeno guia, um pouco críptico eu sei, te ajude a navegares por estas estantes. E lembra-te, sempre que precisares de auxílio é só pedires, pois não estás sozinho nesta jornada.

Com isto, despeço-me, com a esperança de que este local te ajude a atingir tudo o que está destinado para ti.

De um velho viajante,

Bas (Bárbara Gouveia)

Tempos de pandemia: a importância da ciência | Carlos Fiolhais e João Paiva

27 de janeiro de 2020 | DI em Memória das Vítimas do Holocausto | Conferência | 18:00

Há 76 anos, no dia 27 de janeiro, deu-se a libertação pelas forças aliadas do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, um dos símbolos máximos da barbárie humana.

No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto evocam-se todas as vítimas do Holocausto e da ideologia nazi, relembrando não apenas as vidas dos milhões de judeus, mas as de todos aqueles que, pelas suas origens, crenças, orientação sexual, condições físicas e opções políticas foram perseguidos, bem como os milhões de prisioneiros de guerra mortos pela fome, pela doença, pelo trabalho forçado.

Manter viva a memória do Holocausto, defendendo os valores do nosso Estado de Direitos Humanos e da nossa sociedade democrática, liberal e inclusiva, é fundamental para que não se esqueçam os perigos que advêm da intolerância, do ódio, da xenofobia, do racismo, do antissemitismo e da discriminação. Mas também celebramos a coragem daqueles que escolheram fazer o que estava certo, independentemente das consequências. Aristides de Sousa Mendes, Alberto Teixeira Branquinho ou Carlos Sampaio Garrido, insignes diplomatas portugueses e exemplos de altruísmo que não podem ser esquecidos, nem tampouco o Padre Joaquim Carreira, cujo labor em prol das vítimas da perseguição Nazi levou ao seu recente reconhecimento como ‘Justo entre as Nações’.

Recordar este período negro da História da Humanidade e assegurar que se não repete é, mais do que nunca, um imperativo.

E, assim, no âmbito do projeto Nunca Esquecer, o Centro de Estudos Judiciários promove, inserida nas Conferências do CEJ, uma conferência da Prof.ª Doutora Irene Flunser Pimentel intitulada «Holocausto» que será transmitida on-line e poderá ser acompanhada através de:

https://www.justicatv.com/2018/directo.php?id=1220

 ou

https://videocast.fccn.pt/live/fccn/canalcej

Consulte o programa da Conferência «Holocausto».

fonte: https://sgmj.justica.gov.pt/Noticias-da-SGMJ/Conferencia-no-Dia-Internacional-em-Memoria-das-Vitimas-do-Holocausto

20 de janeiro 2021 | Desperdício Alimentar | DECOJovem no AE Coimbra Sul

#Bibliotecas Escolares – Espaços de colaboração | “Conta-nos como foi…” | 1.º ciclo

Esta atividade, “Conta-nos como foi…”, foi o desafio proposto pela equipa da Biblioteca Escolar aos alunos da EB Norton de Matos e da EB Quinta das Flores.

Os alunos fizeram a retrospetiva do ano de 2020, partilhando com a biblioteca escolar os momentos, vividos por eles, mais fantásticos de 2020  e expressaram o  reconhecimento pelo valor da colaboração da biblioteca escolar através de pequenas frases.

Para mim, o melhor do ano 2020 foi ter ficado mais tempo com a minha família e, agora, na biblioteca procuro ver alguns vídeos sobre a família.

Aluna do 2.º B/ EB1 Norton de Matos

Adorei ter um gato para me fazer companhia e, agora que pesquisei na biblioteca, já sei mais sobre gatos.

Aluna do 4.º A/ EB1 Norton de Matos

O melhor do ano 2020 foi voltar para a escola, ver os meus amigos e vir à biblioteca ler livros e jogar no computador.

Aluno do 4.º A/ EB1 Norton de Matos

O melhor de 2020 foi entrar para a escola para aprender a ler porque adoro ler em casa, na sala de aula e na biblioteca.

Aluno do 1.º A/ EB1 Norton de Matos

Em 2020, adorei ir para o 2.º ano porque aprendo coisas novas e, na biblioteca, gostei de ler para aprender ainda mais.

Aluno do 2.º A/ EB1 Norton de Matos

Em 2020, adorei o Natal porque estive com toda a minha família. Na biblioteca, gostei de ler alguns livros sobre o espaço, o Universo.

Aluna do 2.º A/ EB1 Norton de Matos

Em 2020, gostei de entrar para a escola, ir à biblioteca treinar a leitura, brincar com os meus amigos no recreio e ver os foguetes com a minha família.

Aluna do 1.º A/ EB1 Norton de Matos

Em 2020, adorei ver o fogo de artifício com a minha família e ir à biblioteca ler livros de histórias e sobre a Natureza.

Aluna do 3.º A/ EB1 Norton de Matos

Gostei da minha festa de anos com a família. Ofereceram-me um livro que adorei ler e que existe na biblioteca.

Aluno do 4.º A / EB1 Quinta das Flores

Gostei muito de estar com a minha família que é o mais importante para mim. Na biblioteca, vi imagens sobre diferentes tipos de família.

Aluno do 4.º A / EB1 Quinta das Flores

Fiquei muito feliz com o nascimento do meu irmão. Na biblioteca, li um livro sobre bebés.

Aluna do 2.º A / EB1 Quinta das Flores

Na noite de fim de ano, eu e o pai atirámos confettis e vimos o fogo de artifício. Estar na biblioteca é uma alegria.

Aluna do 2.º C / EB1 Quinta das Flores

Em 2020 gostei de passar as férias com a minha família. Nas férias, li um livro que a professora bibliotecária me tinha sugerido.

Aluno do 4.º A / EB1 Quinta das Flores

Em 2020 adorei começar a aprender a ler e ir à biblioteca da minha escola.

Aluna do 1.º A / EB1 Quinta das Flores

Em 2020 gostei de fazer pesquisas de animais no computador da biblioteca da minha escola.

Aluno do 3.º B / EB1 Quinta das Flores

As bibliotecas são, sem dúvida espaços de colaboração e partilha entre todos (docentes, alunos, pais, avós…) e com todos! (retirado de: blogue RBE.)

11, 12, 14, 27 de janeiro 2021 | Literacia Financeira | DECOJovem no AE Coimbra Sul

#Bibliotecas Escolares – Espaços de colaboração | (des)Lig@-te | Projeto da Educação dos Media | 1.º ciclo

O projeto “(des)Lig@-te” foi desenvolvido pelas Bibliotecas Escolares do Centro Escolar Quinta das Flores e do Centro Escolar Solum Sul, em articulação com as Professoras Titulares de Turma do 3º ano e 4.º ano desses estabelecimentos de ensino, a partir de novembro de 2020, decorrendo em contexto de sala de aula e na Biblioteca.

Trata-se de um projeto no âmbito da Educação dos Media que pretende ir ao encontro do Perfil dos Alunos e dar resposta, entre outros, à necessidade de combate do bullying e cyberbulying na escola, proporcionando simultaneamente aos alunos o exercício da cidadania através dos media.

Realizaram-se 4 Sessões às quais corresponderam 4 Ações:

As bibliotecas escolares criaram o sítio digital do Projeto (des)Lig@-te com a divulgação de diversos recursos educativos que permitem trabalhar as várias componentes do projeto e onde se inclui um mural virtual, que pode ser acedido diretamente em https://padlet.com/becoimbrasulsolum/15txamz5sepdyqhu, através do qual os alunos das duas escolas publicaram os seus trabalhos e comunicaram entre si, no exercício pleno de cidadania. Este projeto mereceu ainda, destaque no artigo divulgado no site Media In Action | (English) Media Literacy resources for Media In Action

 As bibliotecas são, sem dúvida espaços de colaboração e partilha entre todos (docentes, alunos, pais, avós…) e com todos! (retirado de: blogue RBE.)

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 3

– AAAAAAAAHHHHHH!

– Não precisas de gritar, não sou surdo! – ouviu.

– Não posso crer… Agora estou a alucinar!

– Não estás nada!

– Quem está aí?

– Eu!

Com estas respostas tão claras, uma grande alegria invadiu o marinheiro.

– Onde? Onde?

– Aqui! Continua a andar, até à clareira.

Estava tão farto dos seus monólogos com as rochas, que, com o maior sorriso desenhado no seu rosto, correu impulsivamente. Pisou dois galhos e arranhou a perna num espinho, contudo não sentiu. Só queria fazer um amigo… Afastou lianas, atravessou troços cheios de mosquitos…

Quando chegou à clareira olhou em volta, não viu ninguém… Estava ofegante, ajoelhou-se e perguntou:

– Onde estás?

– Aqui. Olha para cima!

Imprimiu toda a sua confiança no movimento, olhou para cima e quase chorou quando foi um papagaio que viu. Gemeu frustrado.

– Olá, amigo! – disse o Papagaio

– O quê??!! Não somos amigos!!!!! – gritou, com vontade de matar o pássaro só com a voz.

Num gesto violento, agarrou o pássaro e espetou-lhe um murro, atirando-o, de seguida, para o chão.

– Enganaste-me!! Disseste-me que eras uma pessoa!!

– Eu nunca disse que era uma pessoa, só disse para não gritares.

– Não quero saber!

Estava pronto para dar uma valente pisadela no pássaro, quando este levanta voo. Voltou a agarrá-lo:

– Tenho muita fome!… – sussurrou-lhe com um tom ameaçador.

O pássaro, ao ver que não tinha muitas opções, espetou o seu bico na mão do homem, com força, libertando-se. Continuou a picá-lo mais umas quantas vezes. Depois deste ataque, Barbatana pôde ver o pássaro fugir por entre as folhas das árvores. Então, uma rajada de vento levantou areia e fez cair alguns ramos mais frágeis. O marujo era forte e incorporado, conseguindo, por isto, manter-se de pé.

O vento intensificou, fazendo mais alguns ramos cair, desta vez mesmo na cabeça de Barbatana. Para se proteger, correu para a praia, mas a areia que pairava no ar não tardou a entrar-lhe nos olhos. Fechou-os, ardiam…

– Porque é que está tudo contra mim??!!

Escondeu-se atrás de uma pedra até o vento acalmar.  Só então, voltou a abrir os olhos, mas não conseguia ver nada, tal era a quantidade de areia que há pouco entrara. Cambaleou na direção do mar, enfiou a cabeça dentro de água, que não estava tão quente como de manhã, e abriu os olhos.

– MMMHHH!!!… – gemeu.

A água salgada ardia-lhe, agora, nos olhos.

Com dores, sentou-se a pensar: “Se calhar fui demasiado idiota… O coitado do pássaro não me fez nada! Mais vale ter um amigo Pássaro do que não ter nada!…” Barbatana estava cheio de fome, o que o fazia imaginar um frango bem tenrinho. Uma onda de maior altitude conseguiu alcançá-lo até aos joelhos. Pôs as mãos em forma de concha e apanhou um pouco de água. Tinha, também, tanta sede, que nem reparou no facto de a água salgada ser intragável.

Levantou-se e foi dar um mergulho. Por esta altura, já escurecia e quanto mais escuro, mais frio se fazia sentir. A água também já era fria.

– Mas será possível que nesta ilha ou só se pode estar à sombra ou procuramos o último raio de sol?!!

A água a percorrer-lhe o corpo fê-lo lembrar-se novamente do miúdo… A última memória que tivera fora a do corpo deste a ir ao fundo na água… Estes pensamentos revoltaram-no. Não sabia quem o miúdo era, só o queria salvar. Não sabia se se encontrava bem ou mal, se morrera afogado…

– O mais lógico, para eu estar aqui, é as ondas terem-me puxado durante a minha tentativa de salvamento. O miúdo deve estar no céu…

Para um homem que em toda a vida nunca tinha chorado, desde que estava naquela ilha já era a terceira vez.

Passou a noite muito mal. Quase não conseguiu dormir e quando conseguia, rapidamente acordava com o choro e o grito do miúdo.

Continua…na próxima quarta-feira!

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13 de janeiro de 2021 | Desplastifica-te | Consumer.TALKS | DECOJovem

11, 12, 14, 27 de janeiro 2021 | “Go Green, torna-te sustentável” | DECOJovem no AE Coimbra Sul

Vai realizar-se nos dias 11, 12, 14 e 27 de janeiro de 2021, nas turmas dos 8.ºA e 8.ºB, 8.ºC, 8.ºD e 7.ºA mais uma iniciativa promovida pela DECOJovem, Consumer.TALKS com a presença da Dr.ª Isa Tudela, dando continuidade a esta parceria. Desta vez as diferentes sessões, devido à situação que estamos a viver com a COVID-19 que tantas transformações trouxe aos nossos dias, serão levadas a cabo em videoconferência com o Google Meet. A temática “Go Green, torna-te sustentável” será um momento de reflexão sobre a mudança de comportamentos em busca de uma sustentabilidade que se apresenta como um desafio cada vez mais urgente.
Este encontro surge no âmbito da AD Cidadania e Desenvolvimento, organizado pela professora Ana Boavida, em parceria com a Biblioteca Escolar.

Os nossos escritores | As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 2

Ficou deitado durante alguns minutos. Por uns breves instantes pensou mesmo que ia conseguir sair daquela ilha, regressar ao seu barco pirata.

Enquanto esteve a nadar, a tentar alcançar o barco, sem sucesso algum, vira uns tubarões ao longe. Lembrou-se de um episódio que acontecera no seu navio pirata, episódio este que só queria esquecer, no entanto, agora estava mais vivo que nunca…

Eram duas da manhã, ouvia-se o som bravo das ondas, demasiado zangadas, a bater no casco. O mar agitava drasticamente, a água entrava, agora, a bordo. Era possível avistar uma feia e destruidora tempestade no horizonte. Estavam apenas o Capitão, o homem do leme, o homem do cesto da águia e poucos marinheiros a bordo. O capitão ordenou:

– Todos os marujos disponíveis a tirar a água do convés!! Precisamos de libertar algum peso desnecessário! Marujo Barbatana!!! – chamou, quando uma violenta onda quase virou o navio. Homens no chão, baús a rebolar pelo convés escorregadio…

– Sim, Capitão?

– Vá chamar todos os dorminhocos, precisamos de toda a ajuda disponível.

Enquanto Barbatana se dirigia para o interior, ouviu o Capitão dar mais algumas ordens.

– Homem do leme, leva-nos para fora da tempestade. Velas para bombordo!

O barco era grande, com quatro velas e dois andares. 

Quando começou a chover, a água escorreu pelas velas, entrando em alguns quartos pela janela. Mesmo antes de entrar, tropeçou. O facto de ter parado para ver o pé esfolado, foi o suficiente para ouvir o homem do cesto da águia gritar:

– Homem na água a estibordo.

-Não é um homem, é um miúdo!!!! – gritou um marinheiro.

O marujo Barbatana entrou em pânico. Tinha sido pai há pouco tempo, tendo ainda outra filha, de sete anos. Esquecendo-se do que estava a fazer, dirigiu-se, rapidamente para estibordo. O Capitão chamou-o, tal como outros marujos também gritaram pelo seu nome:

– Barbatana!!

– Barbatana!

Não ouviu… Só conseguia ver o miúdo a gemer, a ir ao fundo nas ondas, a emergir com grande dificuldade… Escorregou duas vezes pelo caminho, contudo, voltou a levantar-se, sem sequer assimilar.

A última coisa de que o marujo se lembra foi de saltar para o mar…

Estava, agora, junto de umas árvores, à sombra.

Sentia-se impotente e desesperado. Queria ajudar o miúdo, mas só via mar…

– AAAAAAAAAAAHHHHHH!!!

O sol estava cada vez mais quente.  Pela posição que ocupava agora, eram já duas da tarde. O único local seguro era à sombra. Barbatana podia ter ido para dentro da floresta, porém, a vontade de ver um barco no horizonte, ou mesmo alguém a flutuar na água fê-lo ir para o pontão, formado por rochas escaldantes. Com o sol a bater-lhe na cabeça há já meia hora, a fome a apertar o estômago e a vontade de não estar sozinho, pareceu-lhe ouvir um grito do outro lado da ilha. Não foi real. Na cabeça dele soou real!! Correu para a floresta. Quando a atingiu, teve de esperar uns longos minutos até que os olhos se habituassem à enorme diferença de luz… Contornou as árvores na esperança de ver um corpo humano, mas só via, de facto, as árvores! Verde, verde, verde, verde…

Continua 13 de janeiro…

As memórias perdidas de Barbatana| Diogo Caetano|Episódio 1


https://anchor.fm/be-aecoimbrasul/episodes/As-memrias-perdidas-de-Barbatana-de-Diogo-Caetano--Episdio-1-eodnst

Para ouvir! A voz do autor

Para ler! O início do conto

As memórias perdidas de Barbatana

Imponente

Estava um belo sol. Este refletia os seus quentes raios na direção da água que estava quente. A areia era branca e lisa, daquela que se abraça e não se quer largar. Também a areia estava quente.

O marujo Barbatana acordou e demorou alguns minutos até perceber onde estava. Da posição deitada e com a água a chegar-lhe aos joelhos, sentou-se. Pela altura do sol passava pouco do meio-dia.

Levantou-se e chamou:

– Capitão?!? Tubarão?!?

Não obteve resposta do capitão nem do seu braço direito, o Tubarão. Voltou a chamar, o mesmo silêncio ouviu, assim como o seu eco… Ao olhar à sua volta não viu ninguém. Subiu a um rochedo, mas ficou desiludido, pois só se via água, areia e uma longa floresta.

Tentou lembrar-se do que acontecera. Pensou, pensou, mas de nada serviu pensar.

Voltou ao ponto onde acordou sem saber o que fazer. Sentindo-se incompetente e dispensável, pontapeou a areia até ficar sem energia. Quando as esgotou já não tinha sapatos e os seus pés escaldavam.

Impotente, olhou para o horizonte e, de repente, exprimiu um sorriso. Pela primeira vez desde que estava naquela ilha demonstrou felicidade, pura alegria! Tinha visto um barco e agora estava a gritar por socorro. Sem pensar duas vezes correu para a água, furou uma onda, começou a bater com os pés, a esbracejar. Imprimiu toda a sua força a bater com os pés, a esbracejar, a bater, a esbracejar, não saía do mesmo sítio, mas continuava sempre a bater e a esbracejar. Estava cansado e vermelho. Provavelmente não só do esforço, como também das suas queimaduras. Já não via o navio, porém, continuava a tentar alcançá-lo. Depressa ficou sem forças e a corrente encarregou-se de o levar de volta à areia. Exausto e com vontade de se matar reparou, então, que estava todo queimado.

Continua…para a semana.

Comecei a escrever! Diogo Caetano | A aventura está quase a começar! | Até já!

Dia 1 de janeiro, pelas 0 horas, neste blogue, no Instagram, no Twitter e no Facebook vais iniciar uma aventura extraordinária! Começar o Ano de 2021 com um capítulo do conto que o Diogo Caetano está a escrever intitulado “As memórias perdidas de Barbatana“!

Eis a mensagem que o Diogo escreveu:

Durante o ensino à distância, algures em maio, no meio de muitos e muitos trabalhos, comecei a escrever, só por gozo, uma história sobre piratas. Logo me surgiram muitas ideias, e o que começou por ser uma brincadeira se tornou em algo sério.

Comecei por escrever no telemóvel, um pouco todos os dias, posteriormente passei para o computador. A minha família emaranhou-se na minha história à espera do próximo capítulo, a minha irmã Maria fazia a revisão literária.

Já lá vão sete meses a escrever e as ideias não acabam, por isso, em conjunto com a professora Maria João Caldeira resolvemos tornar pública a minha obra.

Agradeço a todos aqueles que cooperaram e deram ideias. Também agradeço a todos os que lerem o meu livro.

Obrigado.

Literacia Financeira | Recursos no WAKELET! | Todos os ebooks!| Aventuras para aprender

Cidadania e Desenvolvimento

Educação e Cidadania

https://wke.lt/w/s/kCMEEJ

25 de dezembro de 2020 | Cozinha com KAM | É Natal!

Neste segundo episódio dedicado ao Natal e às maravilhosas bolachinhas que tanto gostamos de experimentar nesta época, os KAM têm um convidado!

Vamos conhecer mais uma receita fabulosa?

Que tal experimentarem-na durante as férias?

Feliz Natal!

#Desejos de NATAL | Desafio de escrita

Foi lançado pela Biblioteca Escolar, mais um desafio aos alunos da EB Norton de Matos e EB Quinta das Flores o de criarem um painel ilustrativo que representasse o desejo de Natal de cada um.

Obrigada a todos por partilharem connosco as suas mensagens.

Desejamos a todos que os vossos desejos sejam concretizados!

Feliz Natal!

#Livros para quem adora o Natal | Postal de Natal digital

Para todos os alunos do 1.º ciclo que adoram o Natal, a Biblioteca Escolar lançou o desafio, tendo como ponto de partida sugestões de títulos, de criarem um postal de Natal digital, utilizando os aplicativos Paint e Paint 3D.

Boas leituras e excelentes criações!

Feliz Natal!

15 de dezembro 20202 | Leitur@s sustentáveis em partilha | Clube!

São leitur@s sustentáveis em partilha, em vários sotaques, em várias geografias e em língua portuguesa!

Amanhã, alunos da Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe, da Escola Camilo Castelo Branco – Luanda, Angola, da Escola de S. Jorge, Açores e do nosso Agrupamento de Escolas Coimbra Sul vão encontrar-se, por videoconferência, e ler…ler para acentuar a importância de um desenvolvimento sustentável global para 2030, numa aproximação intercultural de saberes para pensarmos melhor, sermos melhores e termos um olhar crítico e ativo no presente e na construção de um futuro melhor.

Para este 1.º Encontro, que se iniciará pelas 10:30, os alunos dos 6.ºB, 6.ºC, 6.ºE e 8.ºB vão dar voz a poesia, a excertos de obras de diferentes autores e também alguns textos da sua própria autoria que abordam alguns dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em áreas que afetam a qualidade de vida de todos os cidadãos do mundo e daqueles que ainda estão para vir.

Os ODS e a Agenda 2030, adotados pela quase totalidade dos países do mundo, no contexto das Nações Unidas, definem as prioridades e aspirações do desenvolvimento sustentável global para 2030 e procuram mobilizar esforços globais à volta de um conjunto de objetivos e metas comuns. São 17 ODS, em áreas que afetam a qualidade de vida de todos os cidadãos do mundo e daqueles que ainda estão para vir.

Áreas gerais:

Enquanto motor do crescimento económico, de emprego e como fonte de tecnologia e inovação, o setor empresarial tem um papel crítico a desempenhar e um interesse próprio em contribuir para alcançar os ODS. Os ODS são uma oportunidade para as empresas melhorarem ações e projetos estratégicos existentes e implementarem novas ações e projetos com vista a contribuir para as metas nacionais e mundiais.

Pessoas- referentes à erradicação da pobreza e fome, da promoção da dignidade e da igualdade;

Planeta – incidindo sobre o consumo e produção sustentáveis, o combate à mudança climática e à gestão dos recursos naturais;

Prosperidade – no que diz respeito à realização pessoal, ao progresso económico e social;

Paz – sociedades pacíficas, justas e inclusivas, livres do medo e da violência;

Parcerias – relativamente à integração transversal, à interconexão e à mobilização conjunta em prol dos mais vulneráveis.

Para saber +

10 de dezembro de 2020 | Dia Internacional dos Direitos Humanos | Sugestões de leitura PNL!

Em 2020, assinalam-se os 72 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e os 42 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

O tema deste ano é «Defender os Direitos Humanos», tendo em conta o contexto da pandemia Covid-19 e a importância que estes têm para a reconstrução de um mundo melhor.

O PNL2027 associa-se à celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos propondo um conjunto alargado de sugestões de leitura inspiradas nos dezassete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estes objetivos devem ser entendidos numa perspetiva holística, como se tratasse de “uma lista das coisas a fazer em nome dos povos e do planeta”. in PNL

Vamos ver? Clicar aqui.

“Vamos viver o Natal” | Desafio | Postal de Natal | Livros para quem não passa sem um livro nas férias.

Obrigada a todos os alunos, educadoras, professores titulares de turma e professoras de Educação Visual por participarem no desafio “Vamos viver o Natal” da Rede Concelhia das Bibliotecas Escolares de Coimbra constituída pela Biblioteca Municipal de Coimbra (B.M.C.)/Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (S.A.B.E.) e as escolas do concelho de Coimbra integradas na Rede de Bibliotecas Escolares (R.B.E.).

Vamos ver os postais concorrentes do nosso agrupamento?

Estas são também as nossas sugestões de títulos para as férias de Natal.

Boas leituras!

Feliz Natal!

9 e 10 de dezembro | Concurso Nacional de Leitura | Fase de escola – 1.º momento!

A 14.ª edição 2020/21 do Concurso Nacional de Leitura iniciou-se com a realização das provas dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos. No dia 9 foi a vez dos alunos da EB 2,3 de Ceira e hoje, dia 10 de dezembro, as provas decorreram durante a manhã e a tarde na EB 2,3 Alice Gouveia!

Serão apurados 2 alunos de cada ciclo para o 2.º momento do concurso, a fase municipal!

Boas leituras!

Dezembro 2020 | Histórias da Ajudaris | Venda solidária

Está a decorrer nas Bibliotecas Escolares do Centro Escolar Norton de Matos e do Centro Escolar Quinta das Flores a venda solidária do livro Ajudaris’19, do projeto “Histórias da Ajudaris”.

O projeto “Histórias da Ajudaris”, foi criado em 2009, é um dos projetos mais inovadores e emblemáticos da Ajudaris, promovendo a leitura, a escrita, a arte e a cidadania. As crianças participantes, com a orientação de professores e educadores solidários, tornam-se verdadeiros autores de histórias de encantar, sobre temas como a solidariedade, os afetos, a cidadania, o ambiente, os valores, entre outros, de relevância. Cada história conta com um ilustrador solidário que colhe inspiração na história que lhe for atribuída, dando cor e vida às suas personagens e cenários. O resultado é uma obra imperdível que vai querer ler!

O valor destes livros reverte a favor de crianças e famílias carenciadas. 

Neste livro podemos encontrar o poema realizado pela turma do 3.º A da  EB1 Areeiro, do nosso agrupamento, no ano de 2019, o que muito nos orgulha.

Vamos todos contribuir para sorrisos de crianças, jovens e adultos carenciados?

9 de dezembro | Concurso Nacional de Leitura | Fase escolar | 1.º momento

Na 14.ª edição 2020-21 do Concurso Nacional de Leitura, 21 alunos do 1.º ciclo das EB Norton de Matos e EB Quinta das Flores realizaram a prova, organizada pela biblioteca escolar, que apurará 2 alunos para o 2.º momento do concurso, a fase Municipal.

Boa sorte a todos!

Continuação de boas leituras.

Leituras para o Natal | História da Gaivota e do Gato que a ensinou a voar | Luis Sepulveda |

A História da Gaivota e do Gato que a ensinou a voardo chileno Luis Sepúlveda , sempre presente, revela-nos os princípios básicos da convivência humana. O espírito de grupo e a amizade que honra os compromissos assumidos, a preservação com o ambiente, o respeito pela diferença, o saber, a harmonia entre as espécies, os direitos dos animais.

Boas leituras…de Natal? Requisita o livro para férias!

Cozinha com KAM | Episódio 1!!!

O vídeo que aqui se apresenta foi o resultado de muito empenho, entusiasmo e criatividade num projeto tão importante que é promover uma alimentação saudável, mas também a baixo custo.

Esta aventura de sabores e de saberes foi protagonizada por três alunos do 6.ºE: a Kiara, a Ana Marta e o Miguel – os KAM!

“Cozinha com KAM” é um convite à promoção de uma alimentação sustentável

Este projeto está a ser desenvolvido no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Português, Ciências Naturais, Educação Visual e Biblioteca Escolar.

A edição e realização deste vídeo ficou a cargo do docente Rui Crespo, que faz parte da equipa da biblioteca escolar!

O próximo episódio com os nossos chefs KAM é dedicado à época natalícia!

Eu li! | Agora recomendo | “Meia hora para mudar a minha vida”

Vamos agora ouvir outra proposta de leitura? Desta vez, um aluno do 9.º ano da EB de Ceira vai sugerir a leitura do livro “meia hora para mudar a minha vida” de Alice Vieira.

Queres conhecê-lo?

Podes requisitar este livro na biblioteca escolar!

Boas leituras!

Eu li! | Agora recomendo | “O Planeta de Cristal”

Vamos ouvir mais uma sugestão de leitura? Desta vez, um aluno do 4. º ano do Centro Escolar Norton de Matos, sugeriu a leitura do livro, O Planeta de Cristal de Júlio Isidro.

Queres conhecê-lo?

Boas leituras|

Eu li! | Agora recomendo | As aventuras de Tintim

Um aluno do 3.º ano da EB Quinta das Flores explicou-nos porque gosta tanto de ler os livros da banda desenhada, As aventuras de Tintim, criada pelo autor belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé. O herói destas aventuras é Tintim, um destemido repórter belga, e a acompanhá-lo nas suas aventuras, está sempre o seu cão, fiel e amigo, Milu, um fox-terrier de pelo branco.

Vamos ouvir?

Boas leituras!

Eu li! | Agora recomendo | “O Monstro que Veio do Gelo”

Hoje um aluno do 3.º ano da EB Norton de Matos partilhou a história do último livro que leu, “O Monstro que Veio do Gelo” de David Walliams.

Vamos ouvir?

Boas leituras!

Eu li!| Agora recomendo | A história do mangá

https://www.podomatic.com/podcasts/bibliotecaaecs

A história do mangá

O que é “mangá”?

Para começar, temos que saber o que é “mangá”.

Mangá é um termo usado para se referir à banda desenhada japonesas.

O termo “mangá” surgiu em 1814, quando Katsushika Hokusai estreou seu primeiro mangá.

A palavra surgiu da junção de duas palavras:

“man” (involuntário) e “gá” (desenho).

Como os mangás surgiram e como são publicados

 Primeiramente, os editores dos almanaques japoneses estudam a preferência dos leitores por meio de cupons de revistas que vêm anexados no mangá… depois disso são feitos rascunhos e o roteiro e, após ser aprovado, começa-se a produzir o mangá.

in https://popmangatutorials.wordpress.com/2012/05/13/tutorial-cabeca/

Como ler um mangá

Para as pessoas interessadas, e que irão ler o seu primeiro mangá, é importante saber que estes são lidos da direita para a esquerda.

Até breve!

In http://komikgratis.com/mg/noragami/20

Eu li! | Agora recomendo | “A noite de Natal”

Vamos ouvir o que uma aluna do 3.º ano do Centro Escolar Quinta das Flores pensa sobre o livro “A noite de Natal” de Sophia de Mello Breyner Andresen?

Boas Leituras!

11 a 15 de novembro de 2020 |44.ª edição do CINANIMA! |O AE Coimbra Sul está lá!

O CINANIMA VAI ÀS ESCOLAS é um programa da 44.ª Edição do Festival que tem como objetivo levar aos alunos de todos os níveis de ensino programas de cinema de animação de autor com qualidade artística e de produção, maioritariamente, europeia.

Melhorar a literacia fílmica das crianças e jovens faz parte da missão do CINANIMA e passa, entre outros projetos, pela curadoria de programas (de filmes) a exibir nas Escolas, realizada pela equipa do Serviço Educativo.

Oferece, gratuitamente, três programas de filmes de curta-metragem, cada um adequado ao respetivo nível de ensino.

Este ano, com fortes restrições impostas às Escolas devido à pandemia, o Grande Panorama CINANIMA 2020 – O CINANIMA VAI ÀS ESCOLAS, é a concretização prática de uma nova estratégia, oferencendo mais de meia centena de filmes!

O AE Coimbra Sul inscreveu-se nesta iniciativa, cuja importância é notória no desenvolvimento da literacia fílmica e, de 11 a 15 de novembro de 2020, os 1.º, 2.º e 3.º Ciclos vão assistir a 3 programas de filmes de curta-metragem!

Ler +, ver +, pensar melhor o mundo!

Estão prontos??

6 de novembro 2020|Viver o Natal|Desafio|Postal de Natal|AECS

O desafio “Vamos viver o Natal” da Rede Concelhia das Bibliotecas Escolares de Coimbra – Biblioteca Municipal de Coimbra (BMC), Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (S.A.B.E.) e as escolas do concelho de Coimbra integradas na Rede de Bibliotecas Escolares (R.B.E.) já se iniciou e dirige-se ao JI e a todos os ciclos do nosso AE Coimbra Sul!

Lê um conto, uma poesia sobre esta quadra festiva e elabora um postal.

O regulamento deste desafio está aqui!

Boas leituras e boa inspiração!

Concurso Nacional de Leitura! | Regulamento e leituras!

Este ano, podes aceder também digitalmente aos livros propostos para os 2.º e 3.º ciclos!

Inscreve-te junto da tua professora titular (1.º Ciclo), ou professoras de Português ou na tua biblioteca escolar!

Participa neste concurso de leitura!

A lista das obras é a seguinte:

1.º Ciclo

Pela floresta, de Anthony Browne

A prova será no dia 9 de dezembro!

2.º Ciclo

Missão impossível, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

A prova será realizada nos seguintes dias:

EB Ceira | 9 de dezembro | 10:15 – 10:35

EB Alice Gouveia | 10 de dezembro | 9:15 – 9:35

3.º Ciclo

O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde

A prova será realizada nos seguintes dias:

EB Ceira | 9 de dezembro | 10:15 – 10:35

EB Alice Gouveia | 10 de dezembro | 10:15 – 10:35

Boas leituras!

https://leitoresdigitais.wordpress.com/2013/09/30/o-fantasma-de-canterville-de-oscar-wilde/

6 de novembro de 2020 | Encontro com Adriana Campos

5 de novembro de 2020 | Sessões DO-IN estão de volta!

No próximo dia 5 de novembro, pelas 18:00, Via conferência ZOOM, recomeçam as sessões práticas baseadas na técnica milenar de automassagem da medicina chinesa intitulada “Do-In : técnicas de bem-estar e de controlo das emoções”, dinamizadas por Luísa Manuela Rodrigues Andrês.

Eu li! | Agora recomendo | “O dia em que a mata ardeu”

Uma aluna do 4.º ano do Centro Escolar Norton de Matos escreveu um pequeno texto de opinião sobre o livro “O dia em que a mata ardeu” de José Fanha.

Vamos ouvir?

Boas leituras!

Eu li! | Agora recomendo | “A maior flor do mundo”

Hoje, na biblioteca escolar do Centro Escolar Norton de Matos, um aluno do 4.º ano leu um texto que escreveu sobre o livro “A maior flor do mundo” de José Saramago.

Vamos ouvir a gravação?

Boas leituras!

#Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

E assim se celebrou o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares na Biblioteca Escolar Coimbra Sul.

Vê e atreve-te a frequentar a Biblioteca.

Vem ler, planificar, criar, jogar, descobrir…respondendo aos desafios que a biblioteca te proporciona.

Vamos, juntos descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar!

Partilha de Marcadores Digitais|Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

O Agrupamento de Escolas Coimbra Sul aceitou o desafio da International School Library Month (ISLM) e do Digital Bookmark Exchange Project subordinado ao tema “Descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar com a biblioteca escolar” e estamos a partilhar com a Índia (2 escolas), Rússia e uma Escola de Portugal os marcadores digitais, realizados com a ferramenta Canva, que os alunos de diferentes anos de escolaridade realizaram para comemorar a amizade e a interculturalidade entre várias culturas e olhares sobre o mundo! E crescer com estas leituras!

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