Os nossos Escritores!

Desabotoo o olhar
que fechei com ponto de 
                             alinhavo.
Dei a volta ao fio colorido
e enfeitei tudo com ponto pé de flor.

***

Contornei a angústia
com ponto de grilhão,
Arrumei tristezas a ponto-de-cruz
Ensaiei a alegria com pontos de nós
E caminhei feliz debruando o destino
com um ponto cheio de fio dourado.

***

Saudade é uma praia
com vontade de espuma…

                            Professora M. P.

Encontro com a escritora Marta Carvalho

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EntreContos na BE | 29 de Março

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Exposição sobre a importância dos Castelos na Reconquista



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A arte e a leitura na Semana da Leitura!

No âmbito das actividades de promoção de leitura, as disciplinas de Língua Portuguesa e de EVT realizaram uma leitura muito especial do obra de Sophia de Mello Breyner Andresen ” A menina do mar”. A turma que apresentou este trabalho em 3D foi o 5º B e a nossa Biblioteca ficou mais poética nesta Semana da Leitura e entrou no mundo do mar! A exposição estará patente até 8 de Abril! Visitem-na!

EntreContos na BE | 28 de Março

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Os nossos Escritores!

O Espectáculo de Magia
Toda a minha família foi convidada para um baile de máscaras, num casarão antiquíssimo, com divisões enormes, jardins, um lago e uma pequena cascata.
A certa altura, no meio da confusão de máscaras, perdi-me.

Olhava à minha volta e só via portas de madeira maciça com as suas fechaduras ferrugentas. Sentia-me como se estivesse num labirinto gigante. Que porta haveria de
escolher?Segui o meu instinto e decidi ir pela porta redonda. Havia qualquer coisa nela que me chamava a atenção! Quando ia para a abrir, não aconteceu nada. Parecia que aquela porta me estava a dar um aviso e a dizer para não entrar.

Sem nenhuma outra solução, segui aquele cheiro a batom de cereja que invadiu as minhas narinas. O seu rasto levou-me a outra porta, mas, desta vez, triangular. Girei a sua maçaneta dourada, mas aconteceu o mesmo que com a porta anterior. Desesperada, tentei abrir todas as outras que se seguiam, mas nenhuma delas tinha chave para as abrir.
Para além desta catástrofe, tinha o pressentimento de que aquele corredor avermelhado não tinha fim.
Finalmente, as minhas certezas estavam certas. De repente, apareceu diante do meu olhar aquela porta redonda que tentara abrir pela primeira vez.
Como não tinha nenhuma saída, sentei-me no chão, lá em baixo, perto dos meus pés. Os meus olhos iam de um lado para o outro, à procura de um lugar que desse para sair daquele pesadelo. Os meus olhos continuavam a bailar, e se eu fosse a júri dava-lhes pontuação máxima. Graças a eles, encontrei um cubo pequeno, branco e com pintas pretas no chão. Era um dado.
Estava muito aborrecida, por isso decidi soltar o mini cubo da minha mão para me entreter. Ao cair no chão, apareceram seis pintas pretas e eu pensei que seis era o número de
familiares que tinha naquela festa. De certeza que se estariam a divertir! Ao pensar nisto, uma força de saudades envolveu-me o coração. Eram tantas as saudades que gotas de água salgada me molharam o rosto pintado.
De repente, senti os meus pés a levantarem-se sozinhos e a caminharem, dando precisamente seis passos. Atravessaram paredes, janelas e até uma cascata e, por fim, chegaram ao seu destino. Dei por mim num palco com o fantástico mágico Zé Pirilimpimpim. Toda a plateia me olhava nos olhos e nela estavam a minha mãe, o meu pai, os meus dois
avós e os meus dois primos. Afinal, não passava de um truque de magia!!!
Carolina Ribeir, 6º F, n.º5
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