Os nossos Escritores!

O Espectáculo de Magia
Toda a minha família foi convidada para um baile de máscaras, num casarão antiquíssimo, com divisões enormes, jardins, um lago e uma pequena cascata.
A certa altura, no meio da confusão de máscaras, perdi-me.

Olhava à minha volta e só via portas de madeira maciça com as suas fechaduras ferrugentas. Sentia-me como se estivesse num labirinto gigante. Que porta haveria de
escolher?Segui o meu instinto e decidi ir pela porta redonda. Havia qualquer coisa nela que me chamava a atenção! Quando ia para a abrir, não aconteceu nada. Parecia que aquela porta me estava a dar um aviso e a dizer para não entrar.

Sem nenhuma outra solução, segui aquele cheiro a batom de cereja que invadiu as minhas narinas. O seu rasto levou-me a outra porta, mas, desta vez, triangular. Girei a sua maçaneta dourada, mas aconteceu o mesmo que com a porta anterior. Desesperada, tentei abrir todas as outras que se seguiam, mas nenhuma delas tinha chave para as abrir.
Para além desta catástrofe, tinha o pressentimento de que aquele corredor avermelhado não tinha fim.
Finalmente, as minhas certezas estavam certas. De repente, apareceu diante do meu olhar aquela porta redonda que tentara abrir pela primeira vez.
Como não tinha nenhuma saída, sentei-me no chão, lá em baixo, perto dos meus pés. Os meus olhos iam de um lado para o outro, à procura de um lugar que desse para sair daquele pesadelo. Os meus olhos continuavam a bailar, e se eu fosse a júri dava-lhes pontuação máxima. Graças a eles, encontrei um cubo pequeno, branco e com pintas pretas no chão. Era um dado.
Estava muito aborrecida, por isso decidi soltar o mini cubo da minha mão para me entreter. Ao cair no chão, apareceram seis pintas pretas e eu pensei que seis era o número de
familiares que tinha naquela festa. De certeza que se estariam a divertir! Ao pensar nisto, uma força de saudades envolveu-me o coração. Eram tantas as saudades que gotas de água salgada me molharam o rosto pintado.
De repente, senti os meus pés a levantarem-se sozinhos e a caminharem, dando precisamente seis passos. Atravessaram paredes, janelas e até uma cascata e, por fim, chegaram ao seu destino. Dei por mim num palco com o fantástico mágico Zé Pirilimpimpim. Toda a plateia me olhava nos olhos e nela estavam a minha mãe, o meu pai, os meus dois
avós e os meus dois primos. Afinal, não passava de um truque de magia!!!
Carolina Ribeir, 6º F, n.º5

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