RBC | a poesia/prosa dos dias | Calendário online

(In)citação de 27 janeiro

“Estás para começar a ler o novo romance Se numa noite de Inverno um Viajante de Ítalo Calvino. Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. Deixa esfumar-se no indistinto o mundo que te rodeia. A porta é melhor fechá-la; lá dentro a televisão está sempre acesa. Diz aos outros: “Não, não quero ver televisão!”. Levanta a voz, se não te ouvem: “Estou a ler! Não quero que me incomodem!”. Não devem ter-te ouvido, com aquele barulho todo; fala mais alto, grita: “Estou a começar a ler o novo romance de Ítalo Calvino!”. Ou se quiseres não digas nada; esperemos que te deixem em paz.
“Arranja a posição mais cómoda: sentado, estendido, enroscado, deitado. Deitado de costas, de lado, de barriga. Na poltrona, no sofá, na cadeira de baloiço, na cadeira de praia, no pufe. Numa cama de rede, se tiveres alguma cama de rede. Em cima da cama, naturalmente, ou dentro da cama. Até podes pôr-te de cabeça para baixo, em posição de yoga. Com o livro virado ao contrário, bem entendido. É claro que a posição ideal para ler nunca se consegue arranjar. (…)Bem, afinal de que estás à espera? Estende as pernas, estica também os pés numa almofada, em duas almofadas, nos braços do sofá, nas orelhas da poltrona, na mesinha de chá, na secretária, no piano, no mapa-mundo. Descalça primeiro os sapatos. Mas só se quiseres ficar de pés soerguidos, porque se não torna a calçá-los. E agora não fiques para aí de sapatos numa mão e livro na outra.
Regula a luz de modo a não te cansar a vista. Fá-lo já, porque assim que estiveres mergulhado na leitura, nem penses em mexer-te.”

Ítalo Calvino, Se numa Noite de Inverno um Viajante (2002)

in http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/poemario2012/2_poemas.php

 

Eco-Escolas | Vamos poupar água?

27 e 30 de janeiro| Parceria Eco-Escolas e Energol | PALESTRAS | Recolha de óleos domésticos usados

9 a 13 de Janeiro | Parlamento Jovem – atividades

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Os nossos escritores…graúdos!

Fazer de Contas

 

Faço de contas que sou mais feliz

Faço de contas que sei bem quem sou

Faço de contas que já me encontrou

Ess’alma que me amou e eu não a quis.

 

Faço de contas que sou alma actriz

Faço de contas que sei onde estou

Faço de contas que já me encantou

Ess’alma que me fala e nada diz.

 

Faço de contas que tudo sei ser

Faço de contas que não há “porém”

Faço de contas que tudo vou ter.

 

Faço de contas que são mais de cem

As contas que não conto por saber

Que ao certo contas certas ninguém tem.

 

Paulo Ilharco

 

Ciclo de Leitores | À volta dos livros | 7ºA na BE

Imagine – John Lennon | A História do Direitos Humanos – United for the Human Rights | Todos nós nascemos livres – Paulinas Editora – A.I. Portugal

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