A palavra mais amiga

A palavra mais amiga,

Para mim, é sempre “Mãe”

E, por mais que bem a diga,

Sei que nunca a digo bem!

 

Paulo Ilharco

in “Transgressão: Poemas Ao Ocaso” (1997, 64)

 

29 de Abril 2014 |40 Anos do 25 de ABRIL

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As Cores da Liberdade | Exposição

24 de Abril 2014 | Leituras de Liberdade da Alice na Escola

23 de Abril de 2014 | Inauguração da Exposição “Liberdade” na BMC

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23 de abril | Encontro com a Amnistia Internacional

23 abril 2014

Realiza-se no próximo dia 23 de abril uma palestra dinamizada pelo Coordenador de Ativismo e Formação da Amnistia Internacional | Portugal – Dr. Daniel Oliveira, na Biblioteca Escolar da EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia.

Esta iniciativa, perto das comemorações dos 40 anos do 25 de abril de 1974, é dirigida aos alunos do 6.º ano, em duas sessões, a partir das 10:15 e das 12:00, sendo subordinada à temática geral dos Direitos Humanos e particularmente à importância da liberdade de expressão e às situações de discriminação que conduzem ao exílio.

Foi organizada pela disciplina de EMRC em articulação com a disciplina de HGP e a BE.

 

2 de Abril Dia Internacional do Livro Infantil

 

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No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, o dia 2 passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2014, a DGLAB convidou a ilustradora Ana Biscaia para ser a autora da imagem do cartaz. A mensagem do IBBY internacional, este ano é da responsabilidade da Irlanda.

Vamos ler?

CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça.
Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras.
E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor.
É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver.
Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor.

Continua a ler!

Siobhán Parkinson
Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate
of Ireland).

Tradução: Maria Carlos Loureiro

Neste dia 2 de abril, pelas 17 horas, vários alunos ofereceram Marcadores e Leituras à Comunidade Educativa. Aqui estão algumas fotografias e boas Leituras!

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