Concurso de Leitura Expressiva já tem vencedores!

A BE tem a alegria de felicitar todos os alunos participantes no Concurso de Leitura Expressiva e anuncia os seus vencedores!

2.º Ciclo

1.º lugar – Joana Antunes | 6.º F | 10

2.º lugar – Catarina Barreto | 5.º D | 12

3.º lugar – Carolina Duarte | 6.º C | 5

3.º Ciclo

1.º lugar ex-aequo

Ana Filipa Paz | 7.º F | 2

João marques | 9.º D | 16

Os alunos deverão estar na BE às 11:45!

Boas leituras com o coração!

Fábula da Fábula | Miguel Torga | Leituras

Fábula da Fábula – Miguel Torga

A cigarra e a formiga – La Fontaine

Era uma vez
uma fábula famosa,
Alimentícia
E moralizadora,
Que, em verso e prosa,
Toda a gente
Inteligente
Prudente
E sabedora
Repetia
Aos filhos,
Aos netos
E aos bisnetos.
À base duns insectos
De que não vale a pena fixar o nome,
A fábula garantia
Que quem cantava
Morria
De fome.
E, realmente…
Simplesmente,
Enquanto a fábula contava,
Um demónio secreto segredava
Ao ouvido secreto
De cada criatura
Que quem não cantava
Morria de fartura.

Miguel Torga
Diário VIII,1956

VI Concurso de caligrafia já tem vencedores no 2.º Ciclo | EB 2,3 de Ceira

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VI Concurso de caligrafia já tem vencedores no 2.º Ciclo | EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

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A Biblioteca | Umberto Eco | Leituras

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«…Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós.(…)
A função ideal de uma biblioteca é de ser um pouco como a loja de um alfarrabista, algo onde se podem fazer verdadeiros achados e esta função só pode ser permitida por meio do livre acesso aos corredores das estantes(…)
(… )Se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer também dizer alegre, com a possibilidade de se tomar um café, com a possibilidade de dois estudantes numa tarde se sentarem num maple e, não digo de se entregarem a um amplexo indecente, mas de consumarem parte do seu flirt na biblioteca, enquanto retiram ou voltam a pôr nas estantes alguns livros de interesse científico, isto é, uma biblioteca onde apeteça ir e que se vá transformando gradualmente numa grande máquina de tempos livres(…)». in wook

9 de março de 2016 | Palestra “Livros com Química: um olhar sobre a presença da Química na Literatura” | Encontro com o Professor Doutor Sérgio Rodrigues

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Vai realizar-se na Biblioteca Escolar da EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia, no próximo dia 9 de março, uma palestra intitulada “Livros com Química: um olhar sobre a presença da Química na Literatura” , dinamizada pelo Professor Doutor Sérgio Paulo Jorge Rodrigues, docente e investigador do departamento de Química, da Faculdade de Ciências e de Tecnologia da Universidade de Coimbra. Serão organizadas duas sessões destinadas aos alunos do nono ano, 14:30 e 15:30, numa organização da área disciplinar de Físico-Química, em parceria com a Biblioteca Escolar.

Concurso “Há Poesia na escola?” | Os nossos Representantes

É com grande entusiasmo que damos a conhecer os poemas dos alunos apurados, por ciclo, para a grande final do concurso “Há Poesia na escola?” que terá lugar na Biblioteca Municipal de Coimbra.

Parabéns a todos os participantes que fizeram chegar até nós poesias maravilhosas fortalecendo assim, os nossos Elos de Leitura!

Os nossos finalistas são:

1.º Ciclo

O tesouro da leitura

A leitura

é como um céu estrelado

quando não lemos

fica nublado.

 

A leitura

é como um diamante

que se encontra nos livros

guardados num baú gigante.

 

A leitura

é como o vento a rodopiar

quando lemos muito

as ideias começam a esvoaçar .

 

A leitura

é como um pote de ouro

que se encontra nas histórias

fechadas numa arca do tesouro!

 

A leitura

traz-nos recordações

para sempre guardadas

nos nossos corações.

 

Joana Rodrigues Miranda, 4.º B

Escola do 1.ºCEB Bairro Norton de Matos

 

2.º Ciclo

POEMA

Está escrito nas estrelas que os portugueses deixarão a sua marca

De descobridores de meio mundo

De aventureiros corajosos

Que navegaram num mar muito fundo.

Um dos famosos navegadores

Foi o primeiro europeu

A defrontar o Adamastor

O seu nome era Bartolomeu.

No meio da sua tripulação

Tinha o marinheiro Perna de Pau e maneta

Que não concordava em ver

Bartolomeu querer o Adamastor enfrentar,

O Cabo das Tormentas dobrar.

E Bartolomeu fartava-se de lhe explicar:

-Este mar é meu

Por isso aqui quero passar

Nada me pode deter desde aterra ao mar!

Perna de Pau logo se apressou

A ir ter com o capitão:

_Aquele gigante de nome Adamastor

Mais rápido do que um condor

Aparece do meio do nada

Muito, muito apressado para nos destruir

E depois da nossa desgraça se rir!

Porque quereis este cabo dobrar?

_ Já vos disse que este mar quero passar

Não sou de desistir

Já por cá passei

Não o atravessei

E é isso que vou fazer

Por aqui ronda o mito

Adamastor nunca ninguém com ele se deparou

Mas quero ser eu a concretizar esse feito!

Quando o olhar nos olhos

Vou ficar a ser conhecido:

O navegador que dobrou o Cabo das Tormentas

Os mitos e lendas defrontou

E este mar atravessou!

 

Carolina Dias Duarte, nº5, 6º C

EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

 

3.º Ciclo

Ensaios sob céus soturnos e espetrais…

Sob céus soturnos e espetrais

Nasce um torpor nos meus recantos

Recôndito onde a lucidez não chega nunca mais

Ecoam lá de fora longínquos e fúnebres cantos

 

Sob os ditos céus, um compartimento…

Um quarto lúgubre e de gasta estética

Formas e figuras observam o meu desalento

Movendo seus negros olhos de forma frenética

 

Silhuetas lá fora também atormentam o quarto

Valsam glorificando o medo e o devaneio

Delas nem me canso nem farto

Até a traiçoeira Lycaste assombrar o meu canto veio

 

Todos estes tumores da criação “divina”

Vieram em concílio pelo meu espetro

“A vasta negrura nos atrai”disseram “Imagina”

Para quê os crucifixos e o “vade retro”?

 

Mas já os anteriores cantos funéreos anunciaram

Uma morte alheia e local

Os sinos na penumbra badalavam

E penetrava nas feridas da alma o sal

 

Pois o consílio mortuário não se reunira por mim

Mas para o festejo do defunto…sim

Confiar em visões nunca mais

Sob estes céus soturnos e espetrais

 

Oleksandr Narovatkin, 18, 9.ºE  

EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

 

 

 

 

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