Concurso “Há Poesia na escola?” | Os nossos Representantes

É com grande entusiasmo que damos a conhecer os poemas dos alunos apurados, por ciclo, para a grande final do concurso “Há Poesia na escola?” que terá lugar na Biblioteca Municipal de Coimbra.

Parabéns a todos os participantes que fizeram chegar até nós poesias maravilhosas fortalecendo assim, os nossos Elos de Leitura!

Os nossos finalistas são:

1.º Ciclo

O tesouro da leitura

A leitura

é como um céu estrelado

quando não lemos

fica nublado.

 

A leitura

é como um diamante

que se encontra nos livros

guardados num baú gigante.

 

A leitura

é como o vento a rodopiar

quando lemos muito

as ideias começam a esvoaçar .

 

A leitura

é como um pote de ouro

que se encontra nas histórias

fechadas numa arca do tesouro!

 

A leitura

traz-nos recordações

para sempre guardadas

nos nossos corações.

 

Joana Rodrigues Miranda, 4.º B

Escola do 1.ºCEB Bairro Norton de Matos

 

2.º Ciclo

POEMA

Está escrito nas estrelas que os portugueses deixarão a sua marca

De descobridores de meio mundo

De aventureiros corajosos

Que navegaram num mar muito fundo.

Um dos famosos navegadores

Foi o primeiro europeu

A defrontar o Adamastor

O seu nome era Bartolomeu.

No meio da sua tripulação

Tinha o marinheiro Perna de Pau e maneta

Que não concordava em ver

Bartolomeu querer o Adamastor enfrentar,

O Cabo das Tormentas dobrar.

E Bartolomeu fartava-se de lhe explicar:

-Este mar é meu

Por isso aqui quero passar

Nada me pode deter desde aterra ao mar!

Perna de Pau logo se apressou

A ir ter com o capitão:

_Aquele gigante de nome Adamastor

Mais rápido do que um condor

Aparece do meio do nada

Muito, muito apressado para nos destruir

E depois da nossa desgraça se rir!

Porque quereis este cabo dobrar?

_ Já vos disse que este mar quero passar

Não sou de desistir

Já por cá passei

Não o atravessei

E é isso que vou fazer

Por aqui ronda o mito

Adamastor nunca ninguém com ele se deparou

Mas quero ser eu a concretizar esse feito!

Quando o olhar nos olhos

Vou ficar a ser conhecido:

O navegador que dobrou o Cabo das Tormentas

Os mitos e lendas defrontou

E este mar atravessou!

 

Carolina Dias Duarte, nº5, 6º C

EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

 

3.º Ciclo

Ensaios sob céus soturnos e espetrais…

Sob céus soturnos e espetrais

Nasce um torpor nos meus recantos

Recôndito onde a lucidez não chega nunca mais

Ecoam lá de fora longínquos e fúnebres cantos

 

Sob os ditos céus, um compartimento…

Um quarto lúgubre e de gasta estética

Formas e figuras observam o meu desalento

Movendo seus negros olhos de forma frenética

 

Silhuetas lá fora também atormentam o quarto

Valsam glorificando o medo e o devaneio

Delas nem me canso nem farto

Até a traiçoeira Lycaste assombrar o meu canto veio

 

Todos estes tumores da criação “divina”

Vieram em concílio pelo meu espetro

“A vasta negrura nos atrai”disseram “Imagina”

Para quê os crucifixos e o “vade retro”?

 

Mas já os anteriores cantos funéreos anunciaram

Uma morte alheia e local

Os sinos na penumbra badalavam

E penetrava nas feridas da alma o sal

 

Pois o consílio mortuário não se reunira por mim

Mas para o festejo do defunto…sim

Confiar em visões nunca mais

Sob estes céus soturnos e espetrais

 

Oleksandr Narovatkin, 18, 9.ºE  

EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

 

 

 

 

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