Do episódio da Ilha dos Amores | Os Lusíadas| Luís Vaz de Camões

O episódio lírico da obra camoniana “Os Lusíadas” denominado de “A Ilha dos Amores” tem como função metaforizar deleites e recompensas depois de feitos pesados, a típica ideia de uma meta depois de um objetivo e o encosto a futilidades que omitem um mundo adverso ao cubículo metafórico que é a Ilha dos Amores de Camões.

O poeta tinha duas grandes intenções ao inserir mitologia greco-romana na sua obra mais destacada, primeiro porque escrevia uma epopeia clássica na qual se recorre à dita derivação mitológica e Camões não iria escapar ao fluxo de tendências e ao repertório do género e ainda porque usa divindades que se submetem aos objetivos lusitanos , aos seus prazeres e que falham ao tentar parar a campanha marítima de Vasco da Gama, estes fatores enfatizam o carácter português e exaltam os seus feitos e elevam-nos a um nível divino, um complexo ultra-patriota do autor.

Por fim a obra em questão é um manifesto de exaltação dos valores primordiais e nacionais portugueses de uma forma demasiado exagerada mas contudo compreensível e aceitável de acordo com o espaço temporal no qual foi escrita.

Oleksandr Narovatkin

9ºE

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