Os nossos escritores! | A propósito do conto “Irmão e irmã”

Continuação do conto “Irmão e Irmã” dos irmãos Grimm

Logo de manhã, bem cedinho, como o Joãozinho tinha planeado, os dois irmãos refugiaram -se  na cave da casa. Mais tarde, por entre as caixas e teias de aranha, eles ouviram a sua madrasta murmurando:

-Se não estão em casa, devem estar perdidos por aí…Bem, o melhor é irmos tentar arranjar comida para nós.

Ouvindo isso e a porta a fechar-se, os dois irmãos reviraram a casa à procura de alimentos e fugiram porta fora em direção à floresta para escaparem à morte.

Após alguns dias de viagem, repartindo os poucos alimentos que a madrasta tinha escondido, as duas crianças, completamente exaustas, encontraram uma mágica cidade. Aí tudo era feito de comida e por isso devoraram logo o primeiro arbusto de algodão doce que lhes surgiu. Os proprietários do jardim ao verem crianças tão mal tratadas decidiram acolhê-las e tratá-las com amor e carinho.

Aluno do 6.º ano

Os nossos escritores! | A propósito do conto “Hansel et Gretel”

Outro final para a história criada pelos irmãos Grimm “ Hansel e Gretel”

Irmão e Irmã

No dia seguinte o pai e a madrasta deslocaram-se à floresta com os irmãos e deram aos dois um pão.

– Agora deixamo-los aqui.- afirmou a madrasta.

– Por mais que me custe, vai ter que ser assim!- respondeu o pai.

Muito silenciosamente e devagarinho o pai e a madrasta escapuliram-se. Joãozinho e Margarida encontravam-se amedrontados sem saber onde se encontravam e onde estariam o seu pai e a sua madrasta.

– Mano, prometeste-me que arranjavas maneira de nos salvares! – choramingava Margarida.

– Eu sei que prometi e é o que vou fazer…- acrescentou Joãozinho.

Margarida e Joãozinho conseguiram arranjar maneira de voltar a casa seguindo as pegadas do pai e da madrasta. Durante o seu percurso,  ainda tiveram ajuda de alguns animais: os pássaros, os veados e os alces. Estes protegeram-nos dos lobos e das raposas, pois os irmãos eram muito novos, bonzinhos e inocentes.

Quando o pai os viu, começou a chorar de tão feliz que estava, ao contrário da madrasta, que ficou muito aborrecida e indignada.

O pai, muito emocionado e feliz,  foi falar com a madrasta.

– Não posso viver sem eles !!!- exclamou.

– Mas eu não os quero cá em casa! – retorquiu a madrasta, muito raivosa.

– Então se não queres, sai tu cá de casa, a casa não é tua e os filhos são meus! Não voltarei a perdê-los!

A madrasta, muito irritada e frustrada,  foi fazer as malas. Saiu para nunca mais voltar…

– Pai, aquela maluca não volta a entrar em nossa casa, pois não? – perguntaram o João e a Margarida.

– Prometo-vos que não volta a meter um pé aqui, meus ricos filhos.

A partir desse dia, eles sentiram-se mais felizes, o pai arranjou um trabalho onde ganhava mais dinheiro e as crianças já podiam ir à escola. Nunca mais passaram fome,  Margarida e Joãozinho foram meninos muito inteligentes.

 

Aluna do 6.º ano

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