30 de março | Já leste um poema hoje? | 1.º Ciclo

Aqui está mais um poema para todos lerem e sorrirem.

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Cecília Meireles in Ou isto ou Aquilo

Eu li! | A floresta | Sophia de Mello Breyner Andresen


Informações sobre o livro

Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen

Ilustradora: Sofia Arez

Editora: Porto Editora

Lição: A riqueza não é tudo na vida.

Resumo

Uma menina chamada Isabel, de onze anos, vivia numa cidade próxima de uma quinta. Ela costumava ir lá cuidar dos animais e das plantas, e falar com Tomé, um jardineiro. Um dia, Isabel dirigiu-se a um bosque. Ela acreditava em anões e sempre quis conhecer um. Ao olhar para uma árvore achou que ali era o local indicado para morar um anão, e então construiu uma pequena casa. No dia seguinte, Isabel voltou lá e, para seu grande espanto, estava lá um anão. Isabel conversou com o anão durante vários dias, até que ele, como já tinha mais confiança, lhe contou a sua história. Falou-lhe dos ladrões e do dinheiro que precisava de dar a alguém, e pediu-lhe ajuda. Ela disse-lhe que conhecia a pessoa indicada: o seu professor de música. Foram falar com o professor, mas este não queria o dinheiro. Contou que tinha um amigo que precisava dele, pois há anos que tentava transformar pedras em oiro. Se a experiência funcionasse, o Doutor Máximo iria dar o dinheiro aos pobres, algo com que Isabel e o anão concordaram. Então, o anão fundiu o dinheiro em oiro e colocou as pedras no seu lugar. Quando o Doutor Máximo viu ficou muito feliz pelo que achava ter descoberto. A notícia espalhou-se e sete homens ricos ordenaram-lhe que acabasse com a experiência, pois assim ninguém ia querer trabalhar. O Doutor não concordou, e eles tornaram-se seus inimigos. Mais tarde houve uma festa em honra do cientista, na qual ele distribuiu o dinheiro pelos pobres. Na manhã seguinte, o anão e o músico souberam que o laboratório do grande inventor estava incendiado, mas ficaram felizes, pois assim estava tudo bem: o dinheiro estava entregue e o Doutor Máximo já não tinha de aturar os homens ricos.

 

 

 

 

Imagens retiradas do ClipArt

De Rainha das Neves | 5.º ano

28 de março de 2017 | Encontros + com Francisco Gil | BMC | 6.º D

27 de março | Já leste um poema hoje? | Porque

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Mar novo”, 1958

Semana(s) da Leitur(a) | O Cartaz da RBC!

26 de março | Já leste um poema hoje? | Os poetas

Os poetas

Nunca os vistes
Sentados nos cafés que há na cidade,
Um livro aberto sobre a mesa e tristes,
Incógnitos, sem oiro e sem idade?

Com magros dedos, coroando a fronte,
Sugerem o nostálgico sentido
De quem rasgasse um pouco de horizonte
Proibido…
Fingem de reis da Terra e do Oceano
(E filhos são legítimos do vício!)
Tudo o que neles nos pareça humano
É fogo de artifício.

Por vezes, fecham-lhes as portas
— Ódio que a nada se resume —
Voltam, depois, a horas mortas,
Sem um queixume.

E mostram sempre novos laivos
De poesia em seu olhar…

Adolescentes! Afastai-vos
Quando algum deles vos fitar!

Pedro Homem de Mello, O Rapaz da Camisola Verde

25 de março | Já leste um poema hoje? | Urgentemente

Urgentemente

 

É urgente o amor
É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade, in “Até Amanhã”

 

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