1 de junho de 2018 | Malala, a jovem paquistanesa que defende as crianças | RTP Ensina

 

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Invulgar é a história desta menina que luta pelo direito à educação das crianças. Por isso esteve entre a vida e a morte. Baleada pelos taliban a caminho da escola, sobreviveu e ficou mais forte. Admirada em todo o mundo, o seu nome é Malala Yousafzai.

A juventude de Malala não lhe retira firmeza nem seriedade. Pelo contrário. A jovem paquistanesa é ouvida em todo o mundo. Discursa nas Nações Unidas, desafia os líderes políticos a investirem em livros em vez de balas, dá opiniões na imprensa internacional. Porque Malala não se cansa de dizer que todas as crianças devem ir à escola, que todas têm direito à educação.

A causa desta ativista começou quando tinha 11 anos e vivia no Vale de Swat, no Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão. A vida seguia tranquila, Malala não passava de uma estudante anónima na escola onde o pai, Ziauddin Yousafzai, era diretor. Mas em 2009 os extremistas religiosos conseguiram impor a sharia, a lei islâmica, e o terror entrou na sua aldeia, com as adolescentes a serem perseguidas por frequentarem o ensino. A situação começou a ser relatada por Malala num blogue da BBC, foi ela a única a ter coragem para o fazer porque as professoras temiam as consequências.

O sucesso do Diário de uma Estudante Paquistanesa chamou a atenção dos taliban que, a 9 de outubro de 2012, dispararam sobre ela, atingindo-a na cabeça. A menina foi levada para o Hospital da Rainha Isabel, em Birmigham, Reino Unido, onde esteve em coma durante vários dias. Malala sobreviveu ao ataque e ficou mais forte, determinada em defender sempre o direito à educação. Por causa das constantes ameaças, a família refugiou-se em Inglaterra e neste novo país Malala pôde regressar à escola, em liberdade. Como deve ser, e como acredita que pode vir a ser, para todos os meninos e meninas.

“Uma criança, um professor, um livro, uma caneta. Educação é a solução. Educação primeiro.” é o mantra que repete em todos os grandes palcos deste mundo. E o mundo reconhece a determinação desta jovem invulgar, a pessoa mais nova a ser distinguida com o Nobel da Paz. Tinha 17 anos. O dinheiro dos muitos prémios que já recebeu é investido na ONG que fundou com o pai. O Fundo Malala já ajudou 60 milhões de raparigas que não podiam ir à escola. Educação primeiro. Porque aprender é a verdadeira arma.

  • Temas: Cidadania
  • Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário

in RTP Ensina

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Maio de 1968 | Exposição comemorativa na BE de Ceira

Está patente na Biblioteca Escolar da EB 2,3 de Ceira uma exposição comemorativa dos 50 Anos de Maio de 1968. Os alunos dos 9.ºAC e 9.ºBC realizaram diferentes trabalhos de pesquisa no âmbito da disciplina de História onde se destaca o papel fundamental do Maio de 68, como é reconhecido e de todos os movimentos económicos, sociais e estudantis (liderado por Daniel Cohn-Bendît) que, em França e, particularmente em Paris, fizeram acreditar na utopia, no poder da juventude e no poder da poesia…num percurso em que a mudança de mentalidade estava na rua.

Visitem a exposição até dia 31 de maio!

 

Para saber +

Consultar Infopédia

Mai 68 expliqué en 1 minute

 

9 de maio de 2018 | Dia da Europa | Quizz na BE!

 

No âmbito das comemorações do Dia da Europa, os alunos do 3.º Ciclo das EB 2,3 Alice Gouveia e EB 2,3 de Ceira participam até ao final desta semana numa atividade que visa conhecer e recordar factos que se relacionam com a União Europeia através da resposta a um questionário. Esta iniciativa, que  decorre nas duas BE, foi organizada pela AD de Geografia em parceria com a Raiz Editora e em colaboração com a Biblioteca!

Se quiseres participar autonomamente basta dirigires-te ao balcão de atendimento, pedir o formulário e, consultando o recurso disponível no ambiente de trabalho do computador que requisitaste, responder ao desafio! Boas pesquisas e boas leituras!

25 de abril de 1974 – 2018 | Abril Sempre! – Matilde Peça | Painel – José António Franco

Abril Sempre!

“Deslizar de emoções
Silêncios acabados
Carimbos da censura arrasados
Liberdade acontecida
E no peito o querer
De uma nova aurora
Onde o brilho de abril
Aconteça em cada dia
Num arco-íris de esperança…”

Matilde Peça

 

Painel

 

Sonho?

— Não!

Canto?

— Não! Já vivo.

Vivo o sonho do meu canto!

 

     José António Franco​

  

​    Coimbra, 25 de Abril de 1974           

23 de abril de 2018 | Dia Mundial do Livro | Concurso Nacional de Leitura na Casa Municipal da Cultura de Coimbra | Miúdos a votos na EB Alice Gouveia

Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Pretende anualmente promover o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores.​

Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os homens oferecem às suas «damas» uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare, Cervantes e Garcilaso de la Vega, falecidos em abril de 1616.

Em 2018, e porque se comemora o Ano Europeu do Património Cultural, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar a noção de património com o valor cultural e intemporal do Livro e da Leitura. Resultado do conjunto de várias forças, desde o autor ao leitor, passando pelo editor, tradutor, revisor, designer, ilustrador, tipógrafo, livreiro, animador da leitura, o Livro encontra o seu valor intemporal quando é lido e passado de geração em geração, de uma língua para outra língua, de um suporte para outro suporte de leitura.

O cartaz deste ano, baseado numa fotografia que a fotógrafa Luísa Ferreira concebeu no Arquivo Nacional Torre do Tombo, com design da LUPA Designers, pretende transmitir, metonimicamente, que um livro cruza justamente tudo isto: tempo, espaço, língua, cultura, imagem, suporte, fotografia, escrita, mas também uma leitura e muitas leituras, prazer e fruição.

in DGLB

 

Para comemorar este dia, a fase municipal do Concurso Nacional de Leitura (CNL) vai decorrer na Casa Municipal da Cultura de Coimbra neste dia e serão leitores dos 1.º, 2.º, 3.º Ciclos e do Ensino Secundário que representarão cada uma das escolas deste concelho e, claro, o AE Coimbra Sul será representado por leitoras entusiastas! O júri desta fase será presidido pelo escritor José António Franco.

Será também o dia da inauguração de Exposição Concelhia intitulada “Património Cultural: Leituras XXI” e a entrega de Prémios do CNL e do desafio “Há poesia na escola?” – aqui, a nossa escola ganhou o 2.º prémio no 1.º Ciclo, o 2.º prémio no 2.º Ciclo e os 2.º e 3.º Prémios no 3.º Ciclo – as nossas vencedoras irão partilhar o seu poema através da sua  leitura em voz alta. A não perder!

Venham ter connosco neste dia 23 de abril para comemorar em festa o dia Mundial do Livro!

PROGRAMA:

 

10H00 – Provas escritas

10H45 – Visita dos alunos à BMC

12H00 – Almoço

13H00 – Provas orais dos alunos

15H30 – Abertura oficial da exposição concelhia

16H00 – Entrega dos prémios do Concurso Nacional de Leitura e do Desafio de Poesia

 

 

Este é também o dia de votação no 2.º ciclo, para os livros defendidos pelos alunos da EB Alice Gouveia! Não te esqueças de ir votar no teu livro preferido! O local? Na tua biblioteca!

27 de Janeiro | Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto | 24 de janeiro a 2 de fevereiro de 2018 | Clube de leitur@s!

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e instituiu o dia 27 de Janeiro para homenagear e lembrar os 6 milhões de judeus exterminados e outras vítimas do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi no dia 27 de janeiro de 1945 que ocorreu a libertação, pelas forças aliadas, dos presos do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau –  Polónia.

Os horrores da segunda guerra mundial deram lugar a um dos fundamentos da Carta dos Direitos Humanos, que menciona no artigo 2.º:

“Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.”

Visita a exposição bibliográfica que decorre de 24 de janeiro a 2 de fevereiro de 2018 nas BE das EB 2,3 Alice Gouveia e Ceira, assinalando a data de 27 de janeiro de 1945. Decorrerão algumas leituras imprevistas!

 

Clube de leitur@s!

Foram muitos os livros apresentados por alguns alunos e professores da escola EB23 Alice Gouveia. Invadiram as salas durante dois dias com histórias para assinalar o dia 27 de janeiro – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Aqui estão algumas delas:

– O Caderno do Avô Heinrich, de Conceição Dinis Tomé

– Aristides O Semeador de Estrelas, de Ana Cristina Luz

-O Diário de Anne Frank, de Anne Frank

– Se isto é um homem, de Primo Lévi

Sendo relatada por nós, sentimos muito nervosismo, por irmos falar de uma data muito importante, subvalorizada pela maior parte das pessoas, a uma turma inteirinha. Da nossa responsabilidade, ficou “Aristides O Semeador de Estrelas”. Nesta história, o cônsul Aristides de Sousa Mendes, diplomata português, arriscou o seu emprego, a vida e o futuro da sua numerosa família, para salvar a vida mais de 30 mil pessoas com um simples visto que lhes permitiu fugir do horror da guerra e atravessar o Atlântico.

Não se sabe quantas pessoas ao certo sobreviveram e que devem as suas vidas a pessoas como Aristides, mas sabemos que muitas vieram a Portugal para agradecer o facto das suas famílias terem continuado a existir.

Gostámos de ler este conto por ter sido uma experiência diferente e achamos que os nossos colegas também gostaram. Podem ir sempre à Biblioteca escolar, ver as obras e DVDs que estão em exposição para nunca esquecerem que 27 de janeiro de 1945 foi uma data que nunca se deve repetir.

Bom Ano de 2018! | Receita de Ano Novo

RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

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