8 de junho de 2017 | Encontro com a escritora Milu Loureiro | BE da EB 2,3 Ceira

24 a 26 de maio de 2017 | JANKENPON – Workshops de banda desenhada!

 

Para conhecer e ler +!

27 de abril, 5 e 8 de maio de 2017 | Encontro com José António Franco

Dia Mundial do Livro 2017 | Cartoon de Cristina Sampaio

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Este ano associa-se aos 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal.

Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em abril de 1616.

Em 2017, e porque se comemoram os 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal http://150anosdaabolicaodapenademorteemportugal.dglab.gov.pt/, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar o Dia Mundial do Livro com esta efeméride, incitando à leitura e celebrando o livro como um hino à vida .

O cartaz, um cartoon com conceção e design da ilustradora e cartoonista Cristina Sampaio http://www.cristinasampaio.com/pt/, pretende mostrar simbolicamente que o livro e a leitura são fatores fundamentais para o crescimento económico, político, social e cultural, e que se encontram na base da cidadania plena.

in DGLB

2 de abril de 2017 | Dia Internacional do Livro Infantil

 

No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2017, a DGLAB convidou o ilustrador João Fazenda, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser o autor da imagem do cartaz.

A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilidade da Rússia, consta de um texto do escritor Sergey Makhotin e um cartaz do ilustrador Mikhail Fedorov. Pode ser encontrada em: http://www.ibby.org/awards-activities/activities/international-childrens-book-day/icbd-2017/?L=0

Vamos crescer com o livro, mensagem de Sergey Makhotin

VAMOS CRESCER COM O LIVRO! Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura. Por intuição, segui as regras de vida das crianças que procuram criar um ambiente seguro e confortável à sua volta. E o livro infantil ajudou-me muito a atingir este objetivo. Depois cresci, aprendi a ler, e o livro, na minha imaginação, começou a assemelhar-se mais a uma borboleta, ou mesmo a um pássaro, do que ao telhado de uma casa. As páginas do livro pareciam asas que batiam. Era como se o livro, deitado no peitoril, quisesse sair pela janela aberta em direção ao desconhecido. Segurava-o com as mãos e começava a lê-lo, e o livro ia ficando cada vez mais calmo. Então eu próprio voava para outras terras e novos mundos, alargando o espaço da minha imaginação. Que alegria ter na mão um novo livro! De início, nunca sabemos sobre o que é que ele fala. Resistimos à tentação de saltar para a última página. E como o livro cheira bem! É impossível distribuirmos o seu cheiro pelos vários elementos que o compõem: tinta, cola… não, é impossível. Existe um cheiro particular no livro, um cheiro único e excitante. As folhas encontram-se coladas, como se o livro não tivesse ainda acordado. E ele só acorda quando começamos a lê-lo. Continuamos a crescer, e o mundo à nossa volta torna-se mais complicado. Enfrentamos questões a que nem os adultos sabem responder. No entanto, é importante partilhar dúvidas e segredos com alguém. E aí o livro volta a ajudarnos. Muitos de nós terão um dia pensado: este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela. Quando há rapazes e raparigas que dizem “Não gosto de ler!”, isso faz-me rir. Não acredito neles. Comem gelados, jogam jogos e veem filmes interessantes. Dito de outro modo, gostam de se divertir! É que a leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer. É sobretudo com essa missão que os autores de livros para a infância escrevem os seus livros.

Sergey Makhotin (tradução de Mª Carlos Loureiro a partir da versão inglesa de Yana Shvedova)

Concurso Nacional de Leitura é na BM de Oliveira do Hospital! | 27 de abril!

O Concurso Nacional de Leitura  é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura e visa promover a leitura junto de alunos dos ensinos básico e secundário.

A Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura vai decorrer na Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital no dia 27 de abril!

O nosso Agrupamento terá seis representantes nesta 2.ª fase:

EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

Bárbara G.
José M.
Joana A.

EB 2,3 de Ceira

Leonor P.
Joana B.
Matilde S.

Aqui estão as obras para esta fase distrital!

2 de abril de 2017 | Já leste um poema hoje? | A história do i

Revisitamos, no Dia Internacional do Livro Infantil,  um poema de Manuel António Pina.

A história do i

O i, número imaginário
com muita imaginação,
imaginara o cenário
para um filme de ficção.

A história começava
dentro de uma equação
de segundo grau, e o vilão
era uma raiz quadrada.

da fórmula resolvente
que assaltava à mão armada
um pobre x que passava,
roubando-lhe o expoente.

O herói, um matemático,
perseguia-a tenazmente
de equação em equação
até uma de quinto grau.

Aí, a raiz quadrada,
finalmente encurralada,
sem fórmula de esconder-se,
acabava por render-se.

A ideia era excelente,
o final um teorema.
Ficariam certamente
na História do Equacinema.

Mas o público queria
filmes de geometria,
ângulos obtusos, tangências,
estúpidas circunferências…

Por isso o i nunca mais
Se deu a fazer ficção.
Cedeu: «Não gasto imaginação
com números irracionais!»

Manuel António Pina (1943-2012), in “Pequeno livro de desmatemática”

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