Dia Mundial do Livro 2017 | Cartoon de Cristina Sampaio

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Este ano associa-se aos 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal.

Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em abril de 1616.

Em 2017, e porque se comemoram os 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal http://150anosdaabolicaodapenademorteemportugal.dglab.gov.pt/, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar o Dia Mundial do Livro com esta efeméride, incitando à leitura e celebrando o livro como um hino à vida .

O cartaz, um cartoon com conceção e design da ilustradora e cartoonista Cristina Sampaio http://www.cristinasampaio.com/pt/, pretende mostrar simbolicamente que o livro e a leitura são fatores fundamentais para o crescimento económico, político, social e cultural, e que se encontram na base da cidadania plena.

in DGLB

2 de abril de 2017 | Dia Internacional do Livro Infantil

 

No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2017, a DGLAB convidou o ilustrador João Fazenda, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser o autor da imagem do cartaz.

A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilidade da Rússia, consta de um texto do escritor Sergey Makhotin e um cartaz do ilustrador Mikhail Fedorov. Pode ser encontrada em: http://www.ibby.org/awards-activities/activities/international-childrens-book-day/icbd-2017/?L=0

Vamos crescer com o livro, mensagem de Sergey Makhotin

VAMOS CRESCER COM O LIVRO! Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura. Por intuição, segui as regras de vida das crianças que procuram criar um ambiente seguro e confortável à sua volta. E o livro infantil ajudou-me muito a atingir este objetivo. Depois cresci, aprendi a ler, e o livro, na minha imaginação, começou a assemelhar-se mais a uma borboleta, ou mesmo a um pássaro, do que ao telhado de uma casa. As páginas do livro pareciam asas que batiam. Era como se o livro, deitado no peitoril, quisesse sair pela janela aberta em direção ao desconhecido. Segurava-o com as mãos e começava a lê-lo, e o livro ia ficando cada vez mais calmo. Então eu próprio voava para outras terras e novos mundos, alargando o espaço da minha imaginação. Que alegria ter na mão um novo livro! De início, nunca sabemos sobre o que é que ele fala. Resistimos à tentação de saltar para a última página. E como o livro cheira bem! É impossível distribuirmos o seu cheiro pelos vários elementos que o compõem: tinta, cola… não, é impossível. Existe um cheiro particular no livro, um cheiro único e excitante. As folhas encontram-se coladas, como se o livro não tivesse ainda acordado. E ele só acorda quando começamos a lê-lo. Continuamos a crescer, e o mundo à nossa volta torna-se mais complicado. Enfrentamos questões a que nem os adultos sabem responder. No entanto, é importante partilhar dúvidas e segredos com alguém. E aí o livro volta a ajudarnos. Muitos de nós terão um dia pensado: este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela. Quando há rapazes e raparigas que dizem “Não gosto de ler!”, isso faz-me rir. Não acredito neles. Comem gelados, jogam jogos e veem filmes interessantes. Dito de outro modo, gostam de se divertir! É que a leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer. É sobretudo com essa missão que os autores de livros para a infância escrevem os seus livros.

Sergey Makhotin (tradução de Mª Carlos Loureiro a partir da versão inglesa de Yana Shvedova)

Concurso Nacional de Leitura é na BM de Oliveira do Hospital! | 27 de abril!

O Concurso Nacional de Leitura  é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura e visa promover a leitura junto de alunos dos ensinos básico e secundário.

A Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura vai decorrer na Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital no dia 27 de abril!

O nosso Agrupamento terá seis representantes nesta 2.ª fase:

EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

Bárbara G.
José M.
Joana A.

EB 2,3 de Ceira

Leonor P.
Joana B.
Matilde S.

Aqui estão as obras para esta fase distrital!

2 de abril de 2017 | Já leste um poema hoje? | A história do i

Revisitamos, no Dia Internacional do Livro Infantil,  um poema de Manuel António Pina.

A história do i

O i, número imaginário
com muita imaginação,
imaginara o cenário
para um filme de ficção.

A história começava
dentro de uma equação
de segundo grau, e o vilão
era uma raiz quadrada.

da fórmula resolvente
que assaltava à mão armada
um pobre x que passava,
roubando-lhe o expoente.

O herói, um matemático,
perseguia-a tenazmente
de equação em equação
até uma de quinto grau.

Aí, a raiz quadrada,
finalmente encurralada,
sem fórmula de esconder-se,
acabava por render-se.

A ideia era excelente,
o final um teorema.
Ficariam certamente
na História do Equacinema.

Mas o público queria
filmes de geometria,
ângulos obtusos, tangências,
estúpidas circunferências…

Por isso o i nunca mais
Se deu a fazer ficção.
Cedeu: «Não gasto imaginação
com números irracionais!»

Manuel António Pina (1943-2012), in “Pequeno livro de desmatemática”

1 de abril | Já leste um poema hoje? | Dose certa

Dose certa

 

Procuro a minha dose.

Quanto sou?

Que espaço ocupo?

Que tempo tomo?

Às vezes, sou demais, quase veneno.

Encho com excessivas palavras.

Melhor fora ser silencioso solvente.

Outras vezes devia ser mais presente.

Mais soluto.

Mais concentrado.

Sou micro -escala quando deveria gritar ao mundo toda a injustiça.

Meu sonho?

Ser tónico, não tóxico.

Procuro a

minha dose,

a dose certa…

 

João Paiva

Lê o ebook aqui!

31 de março | Já leste um poema hoje? | Temporal

28 de março de 2017 | Encontros + com Francisco Gil | BMC | 6.º D