Fundamental | José António Franco

19 e 23 de junho de 2020 | Encontro com o escritor José António Franco!

 

1 e 2 de junho de 2020 | Oficina “Fernando Pessoa” com o ator Diogo de Carvalho

Nos próximos dias 1 e 2 de junho de 2020, realizar-se-ão, duas Oficinas de Escrita sobre o escritor Fernando Pessoa dinamizadas pelo ator, produtor e formador e docente no ensino superior Diogo José Marques Carvalho que mais uma vez estará connosco, desta vez em videoconferência através do Aplicativo Google Meet.

Partindo da obra Fernando Pessoa. O Menino Que Era Muitos Poetas, da autoria de José Jorge Letria, com ilustração de João Fazenda, o nosso convidado dinamizará diferentes sessões, sensibilizando os alunos para a criatividade, emoção e a importância da escrita como forma de expressão artística, apresentando a obra deste importante escritor da literatura portuguesa e os seus heterónimos.

As sessões destinam-se às turmas 5.ºD e 5.ºC, integrando-se no trabalho colaborativo entre a BE e AD de Português.

1 de junho – 10:30 – 5.ºD

2 de junho – 10:30 – 5.ºC

Este é mais um projeto da Imprensa Nacional-Casa da Moeda desenvolvido a partir da coleção “Grandes Vidas Portuguesas”, edição Pato Lógico/INCM e dedicado às vidas de personalidades que se destacaram em vários domínios da nossa história, sendo a obra referida recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.

 

 

Cem Anos com Sophia | A árvore | Ouvir o início do conto

Celebramos hoje, dia 6 de novembro de 2019, o centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen!

O livro “A árvore”, dá-nos a conhecer dois contos de origem japonesa “A Árvore” e “O Espelho ou o Retrato Vivo”, transportando-nos através da cultura japonesa, tão exótica quanto singular, ao universo da escrita de Sophia. São duas maravilhosas histórias em que a proteção e o respeito pela natureza, a convivência em harmonia e em simplicidade, nos levam também a refletir sobre os valores essenciais da família e tradição oral do canto da biwa soando a memória daquele povo.

Vamos relembrar o início do conto ” A árvore” através da leitura expressiva e terna realizada por um aluno que frequenta, este ano letivo, o 7.º Ano na EB Alice Gouveia.

6 de novembro de 2019 | Cem Anos com Sophia! | Leituras previstas a horas (im)previstas

 

#mibe_2019 | Cem anos com Sophia | Vamos imaginar… | Instante

Este foi o poema escolhido por um aluno do 5.ºE para comemorar “Cem Anos com Sophia”.

INSTANTE


Deixai-me limpo
O ar dos quartos
E liso
O branco das paredes
Deixai-me com as coisas
Fundadas no silêncio.
Sophia de Mello Breyner Andresen | “Antologia”, pág. 188 | Círculo de Poesia Moraes Editores, 3ª. edição, 1975

#mibe_2019 | Cem anos com Sophia! | Leituras em família | No alto mar

Desde novembro de 2018 e ao longo deste ano de 2019, muitas foram as iniciativas e as leituras partilhadas (prosa e poesia) por alunos de vários ciclos no AE Coimbra.

Poetisa, de uma sensibilidade e olhar ímpares, comemora os cem anos do seu nascimento. E é um privilégio continuar a ouvi-la, a ler o seu mar, a sua palavra (re)inventada, perto e longe de nós, flutuante e efémera.

“Cem Anos com Sophia” é hoje interpretada em família, a três vozes: uma criança de dois anos, sua mãe e um aluno, seu filho da turma do 6.ºB. Ficamos muito gratos!

Deste modo, sempre mais próximos, a escola e a comunidade educativa vai ouvir/ler “No alto mar”.

Quem mais se quiser juntar a este hino a Sophia, pode enviar a sua interpretação, a solo ou em família, de um outro texto da nossa autora para o endereço eletrónico biblioteca@coimbrasul.pt!

Aceitam o desafio?

Boas leituras com o coração em Sophia!

No alto mar

No alto mar
A luz escorre
Lisa sobre a água.
Planície infinita
Que ninguém habita.
O Sol brilha enorme
Sem que ninguém forme
Gestos na sua luz.
Livre e verde a água ondula
Graça que não modula
O sonho de ninguém.
São claros e vastos os espaços
Onde baloiça o vento
E ninguém nunca de delícia ou de tormento
Abre neles os seus braços.
Sophia de Mello Breyner Andresen | “Poesia”, 1944

#hojeleitoramanhaleitor | PALAVRAS AUDÍVEIS | Podcast | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

III,  de Sophia de Mello Breyner Andresen, interpretado por uma aluna do 5.º C.

Para ler/ver/ouvir!

#hojeleitoramanhaleitor

#hojeleitoramanhaleitor | PALAVRAS AUDÍVEIS | Podcast PNL | Semanas da Leitura | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

#hojeleitoramanhaleitor

 

“Liberdade” de Sophia de Mello Breyner Andresen, lido de forma expressiva por uma aluna do 9.º B.

Vamos ler/ver/ouvir?

Liberdade

O poema é
A liberdade

Um poema não se programa
Porém a disciplina
— Sílaba por sílaba —
O acompanha

Sílaba por sílaba
O poema emerge
— Como se os deuses o dessem
O fazemos

in O Nome das Coisas, 1977

#hojeleitoramanhaleitor | PALAVRAS AUDÍVEIS | Podcast PNL | Semanas da Leitura | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

“O Super-Homem” de Sophia de Mello Breyner Andresen, interpretado por uma aluna do 8.º D.

Para ler/ver/ouvir!

#hojeleitoramanhaleitor

 

O Super-Homem

Onde está ele o super-homem? Onde?

– Encontrei-o na rua ia sozinho

Não via a dor nem a pedra nem o vento

Sua loucura e sua irrealidade

Lhe serviam de espelho e de alimento

in Livro Sexto, 1962

#hojeleitoramanhaleitor | PALAVRAS AUDÍVEIS | Podcast PNL | Semanas da Leitura | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

“Em todos os jardins” é mais uma poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen publicada na obra “Mar” em 2001. Foi-nos foi dita por alunos do 5.º ano numa manhã em que estavam na biblioteca.

#hojeleitoramanhaleitor

Vamos ouvir/ver/ouvir?

Em todos os jardins

Em todos os jardins hei-de florir,

Em todos beberei a lua cheia,

Quando no meu fim eu possuir

Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,

a tudo quanto existe me hei-de unir,

E o meu sangue arrasta em cada veia

Esse abraço que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo

Todo fogo que habita na floresta

Conhecido por mim como num beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,

A secreta abundância dessa festa

Que eu via prometida nas imagens.

in Mar, 2001

#hojeleitoramanhaleitor | PALAVRAS AUDÍVEIS | Podcast PNL | Semanas da Leitura | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

Este poema foi especial para este aluno do 6.º ano e ele quis partilhá-lo connosco!

Vamos ler/ver/ouvir?

Espero

Espero sempre por ti o dia inteiro
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda

in Mar, 2001

 

#hojeleitoramanhaleitor | PALAVRAS AUDÍVEIS | Podcast PNL | Semanas da Leitura | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

“Meio-dia” foi o poema escolhido por uma aluna de 9.º ano para celebrar a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Vamos ler/ver/ouvir?

#hojeleitoramanhaleitor

18 de março de 2019 | Oficina Fernando Pessoa com o ator Diogo Carvalho | #hojeleitoramanhaleitor

Foi mais uma manhã muito especial a que nos proporcionou a vinda do ator Diogo Carvalho! A turma do 6.º D participou com entusiasmo nas dinâmicas propostas ao longo desta oficina de escrita com sentido(s) em torno de uma personalidade tão diversa como é a do escritor Fernando Pessoa.

Os alunos viajaram pela vida, pelos vários heterónimos através do ator brilhante que os foi guiando pelo percurso ímpar do escritor. Escreveram o que mais os emocionou e partilharam com um brilho nos olhos os seus textos, onde se associaram a criatividade e a alegria! Estas experiências tornam a escola diferente, mais rica e desafiante!

25 de abril de 1974 – 2018 | Abril Sempre! – Matilde Peça | Painel – José António Franco

Abril Sempre!

“Deslizar de emoções
Silêncios acabados
Carimbos da censura arrasados
Liberdade acontecida
E no peito o querer
De uma nova aurora
Onde o brilho de abril
Aconteça em cada dia
Num arco-íris de esperança…”

Matilde Peça

 

Painel

 

Sonho?

— Não!

Canto?

— Não! Já vivo.

Vivo o sonho do meu canto!

 

     José António Franco​

  

​    Coimbra, 25 de Abril de 1974           

17 de abril de 2018 | Encontro com o Escritor José António Franco! | BE da EB 2,3 Alice Gouveia

O poeta José António Franco vem mais uma vez à BE da EB 2,3 Alice Gouveia no dia 17 de abril para um Encontro com o Escritor, dirigido a todas as turmas do 5.º ano no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa em articulação com a BE.

Vamos revisitar o nosso Escritor?

JOSÉ ANTÓNIO FRANCO, nasceu em Coimbra em 1951.

Licenciado em Filologia Germânica, professor de inglês; formador de professores, educadores e bibliotecários; poeta e ficcionista, tem-se dedicado à didáctica da poesia, trabalhando essencialmente com crianças e jovens dos Ensinos Básico e Secundário com quem partilha o prazer de ouvir e dizer o poema.

Bolseiro Fulbright (pela Comissão Cultural Luso-Americana), na State University of New York, College at Potsdam, 1979.

Galardoado no Prémio Alves Redol de Revelação de Conto, Vila Franca de Xira, 1990. Venceu o X Prémio de Conto Joaquim Namorado, Figueira da Foz, 1993.

Em 1997 foi galardoado pelo Instituto de Inovação Educacional no Concurso “Experiências Inovadoras no Ensino” pelo projecto A Poesia como Estratégia.

Em 2002 fundou “Os Jograis da Bonifrates”.

 

PUBLICAÇÕES DO AUTOR (além de textos dispersos em blogs, jornais e revistas nacionais, galegas e brasileiras)

POESIA

Véspera Tardia, poemas, Coimbra, 1986, assinado com o pseudónimo de António Simões;
Pedra Fecunda, poemas, Coimbra, 1987;
Paisagem sem Noite, poemas, colecção Poesia, Livraria Minerva, Coimbra, 1993;
Verso a Verso (PNL), Antologia Poética, com Textos de Luísa Ducla Soares, José Manuel Ribeiro, Vergílio Alberto Vieira, Amadeu Baptista, Nuno Higino e Francisco Duarte Mangas, ilustrações de João Concha, Editora Trinta Por Uma Linha, Porto, 2009;
Versos de Respirar (PNL), Calendário de Letras, 2009;
Rimas e Castanholas, Trinta Por Uma Linha, Porto, 2012;
Verso a Verso, Antologia Poética, tradução para o castelhano de Maria del Sol Peralta, Panamericana Editorial, Bogotá, Colômbia, 2013;
25 de Abril 40 Anos de Liberdade, Antologia, Trinta Por uma Linha, Porto, 2013;
Barricadas de Estrelas e de Luas, Antologia Poética no Centenário da Primeira Grande Guerra organizada por João Manuel Ribeiro, Tropelias e Companhia, Porto, 2013;
Pandeiretas, Cornetins e Rimas Assins (PNL), Trinta Por uma Linha, Porto, 2014;
Caderno Tolo de Versos sem Miolo, Livros do Corvo, Vila Nova da Barquinha, 2017;
Rimas e Castanholas (2ª edição), Livros do Corvo, Vila Nova da Barquinha, 2017, Versos de  Respirar, (2.ª edição), Livros do Corvo, Vila Nova da Barquinha, 2018;
Os Direitos da Criança, Antologia organizada por João Manuel Ribeiro, Trinta Por Uma Linha, Porto, 2018.

PROSA:

Histórias e Morais, Coimbra, 1992; “O Frigorífico”, in Contos Premiados, X Prémio Joaquim Namorado, Câmara Municipal da Figueira da Foz, 1996;
“Corpinteiro”, in Crónica Jornalística — Século XX, antologia organizada por Fernando Venâncio, Círculo de Leitores, 2004; Histórias e Morais, Pé de Página, Coimbra, 2005;
O Melro Envergonhado (PNL), Lápis de Memórias, Coimbra, 2011;
O Lobinho (PNL), Lápis de Memórias, Coimbra, 2016;

A Cegonha Maquinista, Livros do Corvo, Vila Nova da Barquinha, a sair brevemente.

ENSAIO

— “A poesia como estratégia”, in José António Franco et al, Experiências Inovadoras no Ensino: inovação pedagógica, colecção Práticas Pedagógicas, nº 6, Instituto de Inovação Educacional, Lisboa, 1998;
A Poesia como Estratégia, Campo das Letras, colecção Campo da Educação, Porto, 19991;
A Poesia como Estratégia, Tropelias & Companhia, Porto, 2012 (obra de referência para a implementação do programa de Português do Ensino Básico).

9 de março de 2018 | Palestra – Prof. Doutora Isaltina Martins – Presença dos Clássicos n’ “Os Lusíadas” | Programa Clássicos em rede | Parceria

No próximo dia 9 de março vai decorrer, na Biblioteca Escolar da EB 2,3 de Ceira, uma Palestra subordinada ao tema Presença dos Clássicos n’ “Os Lusíadas”, dinamizada pela Prof. Doutora Isaltina Martins, Presidente da Associação de Professores de Latim e Grego, destinada a turmas do 9.º ano, numa organização e articulação da BE e da área disciplinar de Português.

 Esta iniciativa resulta do programa Clássicos em rede desenvolvido, em parceria, pela Rede de Bibliotecas Escolares, pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CEC-FLUL) e pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Instituto de Estudos Clássicos, que também é uma das parcerias neste projeto.

EB 2,3 de Ceira – 12:00 – 12:45 –  9.º AB | 9.º BC

Bom Ano de 2018! | Receita de Ano Novo

RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

6 de junho de 2016 | As cores da poesia | Dia da Alice!

A poesia vive em todas as línguas e a sua melodia, às vezes numa língua desconhecida, faz-nos vibrar, sentir o timbre do som essencial e integrador do coração.

Hoje, Dia da Alice, vamos ver e ouvir, em várias línguas, as cores e as vozes da poesia!

A BE agradece a todos quantos participaram neste encontro com a(s) voz(es) da poesia, através de cinco alunos, um deles da Ucrânia, da professora de Espanhol (Salamanca – Espanha), da Sr.ª D. Emília e do Encarregado de Educação – Mr. Stephen Moore, (Manchester – Inglaterra), a divulgação emotiva e generosa de Poesia.

 

Stephen Moore | Encarregado de Educação | Inglaterra

“I” am | Patrick Elly, in “Poetic licence : poemas by writers from the Greater Manchester area”; 1987.

Poetry | Di Willams, in “Poetic licence : poemas by writers from the Greater Manchster area”; 1987.

 

Sr.ª D. Emília | Cozinheira do nosso refeitório

As couves, in “Herbário” de Jorge Sousa Braga

Lourdes González | Professora de Espanhol II

 

Poesia de Taras Shevchenko | Ucrânia

A samambaia, in “Herbário” de Jorge Sousa Braga

O vento, in “Herbário” de Jorge Sousa Braga

As árvores e os livros , in “Herbário” de Jorge Sousa Braga

Amar pelos dois | Salvador Sobral ganhou o Festival da Eurovisão 2017

Muitos parabéns Salvador Sobral e Luísa Sobral, a compositora e irmã – a Arte na melodia, nas palavras… no coração!

Amar pelos dois

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi p’ra te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada p’ra dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois

Clique sobre a imagem para ver o vídeo!

 

27 de abril, 5 e 8 de maio de 2017 | Encontro com José António Franco

2 de abril de 2017 | Já leste um poema hoje? | A história do i

Revisitamos, no Dia Internacional do Livro Infantil,  um poema de Manuel António Pina.

A história do i

O i, número imaginário
com muita imaginação,
imaginara o cenário
para um filme de ficção.

A história começava
dentro de uma equação
de segundo grau, e o vilão
era uma raiz quadrada.

da fórmula resolvente
que assaltava à mão armada
um pobre x que passava,
roubando-lhe o expoente.

O herói, um matemático,
perseguia-a tenazmente
de equação em equação
até uma de quinto grau.

Aí, a raiz quadrada,
finalmente encurralada,
sem fórmula de esconder-se,
acabava por render-se.

A ideia era excelente,
o final um teorema.
Ficariam certamente
na História do Equacinema.

Mas o público queria
filmes de geometria,
ângulos obtusos, tangências,
estúpidas circunferências…

Por isso o i nunca mais
Se deu a fazer ficção.
Cedeu: «Não gasto imaginação
com números irracionais!»

Manuel António Pina (1943-2012), in “Pequeno livro de desmatemática”

1 de abril | Já leste um poema hoje? | Dose certa

Dose certa

 

Procuro a minha dose.

Quanto sou?

Que espaço ocupo?

Que tempo tomo?

Às vezes, sou demais, quase veneno.

Encho com excessivas palavras.

Melhor fora ser silencioso solvente.

Outras vezes devia ser mais presente.

Mais soluto.

Mais concentrado.

Sou micro -escala quando deveria gritar ao mundo toda a injustiça.

Meu sonho?

Ser tónico, não tóxico.

Procuro a

minha dose,

a dose certa…

 

João Paiva

Lê o ebook aqui!

27 de março | Já leste um poema hoje? | Porque

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Mar novo”, 1958

26 de março | Já leste um poema hoje? | Os poetas

Os poetas

Nunca os vistes
Sentados nos cafés que há na cidade,
Um livro aberto sobre a mesa e tristes,
Incógnitos, sem oiro e sem idade?

Com magros dedos, coroando a fronte,
Sugerem o nostálgico sentido
De quem rasgasse um pouco de horizonte
Proibido…
Fingem de reis da Terra e do Oceano
(E filhos são legítimos do vício!)
Tudo o que neles nos pareça humano
É fogo de artifício.

Por vezes, fecham-lhes as portas
— Ódio que a nada se resume —
Voltam, depois, a horas mortas,
Sem um queixume.

E mostram sempre novos laivos
De poesia em seu olhar…

Adolescentes! Afastai-vos
Quando algum deles vos fitar!

Pedro Homem de Mello, O Rapaz da Camisola Verde

25 de março | Já leste um poema hoje? | Urgentemente

Urgentemente

 

É urgente o amor
É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade, in “Até Amanhã”

 

23 de março | Já leste um poema hoje? | 1.º Ciclo

 

Mais um poema para lermos e fazermos deste dia, mais um dia feliz!

Boas leituras!

a-bailarina[1]

Cecília Meireles, in Ou isto ou aquilo

21 de março | Já leste um poema hoje? | Dia da Árvore, da Floresta e da Poesia | 1.º ciclo

Neste dia tão importante, em que se celebra o Dia Mundial da Poesia, o 3.º B da EB Quinta das Flores, visitou a BE e explorou com a professora bibliotecária a leitura dos poemas do livro “As Fadas Verdes”, elegendo este poema para celebrar também o Dia da Árvore e o Dia Mundial da Floresta!

Vamos todos ler e perceber a sua mensagem?

Boas Leituras!

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Matilde Rosa Araújo, in As Fadas Verdes

21 de Março | Já leste um poema hoje? | Dia da Árvore, da Floresta e da Poesia!

O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos a 21 de março.

A data foi criada na 30.ª Conferência Geral da UNESCO, a 16 de novembro de 1999.

Este Dia Mundial da Poesia celebra a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. A data visa fazer uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa. Neste dia realizam-se várias atividades pelo país, sobretudo nas escolas, bibliotecas e espaços culturais.

A poesia contribui para a diversidade criativa, usando as palavras e os nossos modos de perceção e de compreensão do mundo.* in Calendarr. Neste dia também se comemora o Dia da Árvore e o Dia Mundial da Floresta!

Já leste um poema hoje? Até ao dia 2 de abril, Dia Internacional do Livro Infantil, poderás fazê-lo aqui!

Aqui está uma proposta de Jorge Sousa Braga e…boas leituras!

As árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

in “Herbário” | Disponível na BE!

25 de maio de 2016 | Apresentação do Livro “O lobinho” de José António Franco

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30 anos | respirar poesia

No próximo dia 25 de maio, realizar-se-á, na Biblioteca da Escola Dr.ª Maria Alice Gouveia — Agrupamento de Escolas Coimbra Sul —, pelas 10:30h, a apresentação do novo livro de José António Franco, O Lobinho, publicado pela Editora e Livraria Lápis de Memórias.

     Este arquiteto das palavras, publicou a sua primeira obra, em 1986, “Véspera tardia”, sob o pseudónimo de António Simões, Este ano completam-se 30 anos  sobre essa publicação com “O lobinho”!

Num primeiro relance, poderia ser considerada uma história para crianças, mas, na verdade,  ultrapassa esse estereotipo, pois valores como a família, a amizade e a solidariedade estão plasmados numa obra que apresenta um universo rico em afetos. E é sobretudo a gratidão, o reconhecimento do bem que gera outro bem, que prevalece.

JOSÉ ANTÓNIO FRANCO, licenciado em Filologia Germânica, professor, poeta e ficcionista, divulgador de poesia e dinamizador de oficinas de escrita, tem-se dedicado à didática da poesia, trabalhando essencialmente com crianças do Ensino Básico e realizando conferências e ações de formação para professores, educadores e bibliotecários. Criador e dinamizador do Torneio Ortográfico entre várias escolas da cidade de Coimbra, com várias edições, é igualmente elemento da Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais BONIFRATES com intervenção nas atuações dos Jograis desta companhia.

Num trabalho conjunto entre professores e alunos do 6º ano (turmas A, B e C) da Escola Dr.ª Maria Alice Gouveia, o público poderá assistir à leitura expressiva de alguns excertos da obra, de poemas (da autoria do escritor e de alunos), a uma pequena dramatização, entre outros agradáveis momentos. Autor e crianças saborearão e brincarão com as palavras, num jogo em que os olhos sentirão e o coração verá. O escritor promete terminar a sessão numa conversa informal, respondendo à curiosidade e irreverência da pequenada a que se seguirá uma sessão de autógrafos.

15 de abril 2015 | Final do Concurso ” Desafio Municipal de Leitura Coimbra a Ler +”

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O dia 15 de abril foi o dia do encontro entre todos os alunos participantes e finalistas no Concurso ” Desafio Municipal de Leitura Coimbra a Ler +” que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal de Coimbra. Esta iniciativa foi o resultado de um trabalho de parceria da Rede de Bibliotecas de Coimbra. O nosso Agrupamento de Escolas foi representado pelos alunos das EB 2,3 Dr:ª Maria Alice Gouveia e da EB 2,3 de Ceira.

6.º D | Bárbara Gouveia
5.º D | João Abade
5.º F | Samuel Rosa

5.º A/C | Miguel Pinto
6.º A/C | Joana Vicente
6.º A/C | Matilde Simões

Foi uma tarde inesquecível iniciada com a prova escrita pelos 27 alunos apurados, seguida de uma visita guiada aos lugares secretos que todas as bibliotecas reservam só a algumas pessoas e que, desta vez, se revelaram aos nossos alunos finalistas.
Depois da leitura expressiva de um excerto da obra “Romance das ilhas encantadas” de Jaime Cortesão, realizada pelos seis alunos finalistas, foram anunciados os vencedores deste desafio que são:
A nossa aluna Bárbara Gouveia, do 6.º D venceu este desafio! Muitos Parabéns!
Parabéns também ao João Abade, do 5.º D que obteve o 3.º lugar!
O Samuel Rosa, 5.º F, está também de Parabéns, pois foi destacado com uma Menção Honrosa!

mada

No dia 23 de abril – Dia Mundial do Livro, será realizada a entrega destes Prémios e também dos Prémios do Concurso de Poesia “Há Poesia na Escola” onde onde os alunos do Agrupamento de Escolas Coimbra Sul obtiveram:
1.º lugar – 1.º escalão | Joana Rodrigues Miranda – 3.º B | EB1 Bairro Norton de Matos;
2.º lugar – 2.º escalão | José Francisco Mendonça – 6.º B | EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia e
1.º lugar – 3.º escalão | Filipa Costa – 8.º E | EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia!

O nosso Agrupamento de Escolas é mesmo uma Escola aLeR +!

FAÇA LÁ UM POEMA, 2015!

O concurso Faça lá um poema é promovido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Centro Cultural de Belém.

O poema Divagando, da autoria de Benvinda Ramiro, participou na 7.ª edição deste concurso, em representação do AE Coimbra Sul!

Boa(s) leitura(s)!

Divagando

Recordo-me claramente do passado
Quando punha as mágoas de lado
Daquilo que fui e não fui
Daquilo que não tinha e desejava ter

São tantas as memórias
Que no coração gravei
Tantas as horas que perdi
Tantos os sonhos que destruí

Hoje vivo o tal presente
Sinto e cheiro o viver
Aquele medo que vai na minha mente
Sem ter a ideia do que fazer

Tão pouco que a vida dura
Tão depressa que o tempo está a passar
Pois hoje me questiono
Quantas estrelas ficaram por contar?

A noite chega e a lua nasce
A fúria da noite já se pressente
O ruído e o sossego já se sentem
E o limite do tempo já não se mede

Amanhã surge o futuro
Será incerto ou real?
É nas margens dos meus olhos
Que eu o irei encontrar.

Benvinda Ramiro | 9.º D, nº5
Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr.ª Maria Alice Gouveia

“Há poesia na escola?” Palavras do mundo – RBC| Resultados!

21 DE MARÇO | DIA MUNDIAL DA POESIA

Vencedores do Concurso “Há poesia na escola ?”

São quinze as poesias vencedoras na 6.ª edição do concurso “Há poesia na escola” 2015 que a Biblioteca Municipal de Coimbra promoveu, através do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE), em articulação com as escolas da Rede de Bibliotecas Escolares de Coimbra e como forma de comemorar o Dia Mundial da Poesia, celebrado a 21 de março.

O concurso, dirigido a todos os ciclos de ensino, decorreu nas escolas, durante os meses de janeiro e fevereiro, de acordo com regulamento próprio.

O júri, constituído por professores e bibliotecários do grupo de trabalho concelhio, escolhe o Dia Mundial da Poesia para anunciar os vencedores, nos quatro escalões a concurso. Felicitações a todos os participantes e parabéns aos três alunos do Agrupamento de Escolas Coimbra Sul premiados com o 1.º lugar – 1.º escalão | Joana Rodrigues Miranda – 3.º B | EB1 Bairro Norton de Matos; com o 2.º lugar  – 2.º escalão | José Francisco Mendonça – 6.º B | EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia e com o 1.º lugar – 3.º escalão | Filipa Costa – 8.º E | EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia!

No próximo dia 23 de abril cá estaremos para outra festa, a de ouvir os poemas e conhecer os seus autores.

 Aqui está a lista das quinze poesias vencedoras e dos seus autores

que (re)Escreveram  Palavras do Mundo!

1º ESCALÃO

1º lugar: Joana Rodrigues Miranda (Escola do 1º CEB Bairro Norton de Matos – 3ºB; AE Coimbra Sul).

2º lugar: Gustavo Filipe Magalhães Mourinho (EB1 de Taveiro – 4º TAV – nº 14; AE Coimbra Oeste).

3º lugar (ex aequo): Rafael Calvário Correia Ribeiro Fernandes (Centro Escolar de Solum Sul – 4º A – nº 20; AE Eugénio de Castro).

3º lugar (ex aequo): Maria Ana de Almeida Monteiro (EB1 de Montes Claros – 4º C – nº 17; AE Martim de Freitas).

2º ESCALÃO

1º lugar: Rita Cunha (EBS Quinta das Flores– 5ºC – nº 23).

2º lugar: José Francisco Mendonça (EB 2,3 Drª Maria Alice Gouveia– 6ºB- nº 11; AE Coimbra Sul).

3º lugar (ex aequo): Afonso Lopes Correia (EB 2,3 de Taveiro – 6ºD – nº 1; AE Coimbra Oeste).

3º lugar (ex aequo): Maria Inês Ferreira Lopes (Escola Básica de Eugénio de Castro – 5ºH).

3º ESCALÃO

1º lugar: Filipa Costa (EB 2,3 Drª Maria Alice Gouveia – 8ºE – nº8).

2º lugar: Mafalda Fabrício de Almeida (Escola Secundária Infanta Dona Maria – 8ºC – nº13).

3º lugar (ex aequo): Juliana Isabel Salgado Marceneiro (EB 2,3 de Taveiro – 9ºD – nº9; AE Coimbra Oeste).

3º lugar (ex aequo): André Ricardo Rodrigues de Matos (Centro Educativo dos Olivais – B3/3º ciclo; AE Martim de Freitas).

 4º ESCALÃO

1º lugar: Diana Sofia Gonçalves Matias (EBS Quinta das Flores– 12ºF – nº 7).

2º lugar: Maria Inês Roque (ES D. Duarte – 11º A – nº 21; AE Coimbra Oeste).

3º lugar: David Abegoaria (ES Infanta Dona Maria – 10ºB – nº 6).

MENÇÕES HONROSAS

1º Escalão

Filipa Távora Poiarez Mexia Lobo – Escola Básica Solum, 4º ano, nº 5 – turma A – AE Eugénio Castro

3º Escalão

Tiago Luís – 8º B, nº 24 – EBS Quinta das Flores

Beatriz Nunes – 7ºC – Escola Básica de Eugénio de Castro

4º Escalão

Hugo Antunes – 10ºA – Escola Secundária de Avelar Brotero

Vamos conhecer os quinze poemas?

Boas leituras!

22 janeiro de 2014 | Os Lusíadas na voz do Ator e Encenador António M. Fonseca

No desenvolvimento de um projeto estabelecido com o Teatrão (OMT) realizou-se hoje, 22 de janeiro, mais uma apresentação da obra “Os Lusíadas” destinada aos alunos do 9.º ano. A primeira apresentação teve lugar no dia 7 de janeiro, na EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia. Desta vez, a obra épica de Luís Vaz de Camões esteve na Biblioteca Escolar da Escola EB 2,3 de Ceira também pela voz do ator e encenador António Fonseca que entoou, em “falação” constante, excertos desta obra identitária de Portugal, introduzindo, de permeio e em diálogo com os alunos, comentários por vezes de forma satírica e humorística, além de referências reveladoras e esclarecedoras dos significados e da contemporaneidade de “Os Lusíadas”, com um sorriso encorajador a novos sentidos. Foi uma manhã em que se aprendeu, refletiu e sorriu e em que até o desafio de oferecer um pouco de “Os Lusíadas” para os encarregados de educação foi efetuado pelo ator. No final, realizou-se uma sessão de autógrafos.Esta atividade foi o resultado da articulação entre a área disciplinar de Português e a Biblioteca Escolar.

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30 de abril | Encontro com a Leitura nos Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas Coimbra Sul

No próximo dia 30 de abril, os escritores João Manuel Ribeiro e José António Franco  estarão presentes nos  Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas Coimbra Sul para sessões  sobre algumas das suas obras que entretanto já foram exploradas pelas crianças, visando o conhecimento com escritores portugueses, o desenvolvimento da criatividade e imaginação, bem como a sentido estético.

Manhã

Encontro com o escritor José António Franco no JI do Areeiro. Em duas sessões, durante a manhã, serão exploradas duas obras do poeta.
Encontro com o escritor João Manuel Ribeiro no JI de Ceira. Em duas sessões, durante a manhã, serão exploradas duas obras do poeta.

Tarde

Durante o período da tarde, o escritor João Manuel Ribeiro deslocar-se-á ao JI da Quinta das Flores para aí explorar com os alunos algumas das suas obras, com especial relevo para a intitulada “Patati Patatá”, com poemas traduzidos para linguagem simbólica pelos Encarregados de Educação e ilustrados pelos alunos no âmbito dos projetos “Todos Juntos Podemos Ler” e “Leituras Inclusivas” e do Projeto aLer+.

21 DE MARÇO | DIA MUNDIAL DA POESIA | Vencedores do CONCURSO “Há poesia na escola”

21 DE MARÇO | DIA MUNDIAL DA POESIA

Vencedores do CONCURSO “Há poesia na escola”

 

São treze as poesias vencedoras do concurso “Há poesia na escola” 2013, que a Biblioteca Municipal de Coimbra promoveu, através do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE), em articulação com as escolas da Rede de Bibliotecas Escolares de Coimbra e como forma de comemorar o Dia Mundial da Poesia, celebrado a 21 de março.

O concurso, dirigido a todos os ciclos de ensino, decorreu nas escolas, durante os meses de janeiro e fevereiro, de acordo com regulamento próprio.

O júri, constituído por professores e bibliotecários do grupo de trabalho concelhio e presidido por José António Franco (poeta e ficcionista), escolhe o Dia Mundial da Poesia para anunciar os vencedores, nos quatro escalões a concurso. Felicitações a todos os participantes e parabéns às duas alunas do nosso agrupamento de escolas que foram premiadas com o 1º lugar – 1.º escalão | Carolina Barata | EB1 Quinta das Flores | 4ºC e  com o 3º lugar (ex aequo) – 2º escalão | Filipa Costa | EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia | 6ºF!

Para comemorar o Dia Mundial da Poesia, aqui estão as treze  poesias vencedoras envoltas em mar … para a leitura!

 

1º ESCALÃO

1º lugar

Carolina Bento Gonçalves Barata; EB1 da Quinta das Flores – 4ºC

AE Coimbra Sul – EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

 

2º lugar (ex aequo)

Ana Bárbara – 4º A; Colégio de São Teotónio

Ana Beatriz; EB1 de Vil de Matos – 3º

AE Rainha St.ª Isabel

 

3º lugar

Nicole da Silva Neves; EB1 de Ribeira de Frades

AE Coimbra Oeste – EB2,3 de Taveiro

 

2º ESCALÃO

1º lugar

Mafalda Fabrício de Almeida; EB2,3 Eugénio de Castro – 6ºF

 

2º lugar

Diogo Carrega; EBS Quinta das Flores – 5ºB

 

3º lugar (ex aequo)

Mariana Quiaios – 5ºC; Colégio de São Teotónio

Filipa Maria Costa

AE Coimbra Sul –  EB 2,3 Drª Maria Alice Gouveia – 6ºF

 

3º ESCALÃO

1º lugar

Guilherme Nuno Sobral Coelho Pina; EBS Quinta das Flores – 9º A

 

2º lugar

Melanie Azevedo – 9º C; EB2,3 Martim de Freitas

 

4º ESCALÃO

1º lugar

Rita Joana da Cruz Roque; AE Coimbra Oeste – ES D. Duarte – 12ºA

 

2º lugar (ex aequo)

Patrícia Eloy; EBS Quinta das Flores – 12º H

Carlos Miguel Antunes Simões; ES Avelar Brotero – Curso Profissional de Técnico de Energias Renováveis – 11º

1º Escalão

1º lugar

“O Mar é uma gaveta num lugar com voz”

O mar é uma gaveta de sentimentos,
Aberta, para todos os que a desejarem
Fechada, para aquelas que a quiserem ver desaparecer.

O mar é um lugar
de pescadores
com redes cheias de sal
a sorrir à luz do sol.

O mar
é a voz das palavras de água
connosco a conversar.

Carolina Bento Gonçalves Barata
EB1 Quinta das Flores – 4º C
Agrupamento de Escolas Coimbra Sul – EB2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia
2º lugar (ex aequo)
“O Mar”

Mar, leva-me
contigo a brincar,
Nas tuas ondas
Quero nadar.

Mar, faz-me
Relaxar
Para eu sonhar
E olhar para ti, ó mar.

És a minha esperança
És como uma criança
Que brinca ao colo
Cheia de confiança.

Mar meu doce mar
Voa comigo,
Vamos brincar
Nas tuas águas,
Ó meu mar.

Mar, leva-me ao por do sol
Para ver o horizonte
Que parece um monte
Onde nasce a fonte.

Ana Beatriz
EB1 de Vil de Matos – 3º ano
Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel

2º lugar (ex aequo)

“O Mar”

Sol, praia e mar
É o ideal para descansar
Mas o que eu quero é brincar
Mergulhar, chapinhar e nadar.

O reflexo do céu grandioso
No imenso mar radioso
Torna a sua cor azulada
Com a qual fico espantada.

No mar vivem muitos seres vivos
Alguns há muitos anos nascidos
Baleias, pinguins e peixinhos
Mas os que mais gosto são os golfinhos.

Não gosto de tubarões
Mas gosto de camarões
Adoro o mar
É uma paisagem de encantar.

Ana Bárbara
Colégio São Teotónio, nº1, 4ºA
3º lugar

“O Mar”

O mar é cintilante,
com o sol a brilhar.
A sua luz é reluzente,
e satisfaz qualquer olhar.

O mar é espantoso.
Nele, os meninos gostam de brincar.
Mas, por vezes, tenebroso…
É preciso não abusar.

O mar anda assustado,
pois os peixes estão a escassear.
É preciso ter cuidado,
com os navegadores a pescar.

Eu gosto muito do mar.
E à praia costumo ir.
Lá aprendi a nadar,
E o som do búzio, ouvir

O mar é gostoso.
E toda a gente o aprecia.
Principalmente porque é espumoso.
Não há quem não queira lá ir, um dia.

Nicole da Silva Neves
EB1 de Ribeira de Frades – 4º ano
Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste – Taveiro

2º Escalão

1º lugar

“Aquele manto azul”

Aquele manto azul
Tem ilhas imaginárias,
Monstros encantados
E sereias lendárias.

Aquele manto azul,
Onde brinco no verão,
Ele é vasto e grandioso,
É azul, azulão.

Aquele manto azul
Chuta conchas até mim.
Devem fazer-lhe comichão,
Como um bicho ruim.

Aquele manto azul
Foi percorrido por mim.
Já foi tão vestido
E nunca se vê o fim.

Aquele manto azul
Enrola-se como um caracol,
Tem medo que os filhos
Sejam levados pelo anzol.

Aquele manto azul
Também é maroto.
De vez em quando,
Engole um ou outro.

Aquele manto azul
É o mar normal,
Lindo como sempre,
Com a sua beleza natural.
Mafalda Fabrício de Almeida
Escola Básica de Eugénio de Castro, 6º F, nº 11
2º lugar
“MAR”
Quando vou à beira mar
sinto o cheiro a maresia,
sinto as ondas dançar
tal é o poder da fantasia.

Vou num barco remando
com o poder da imaginação,
vejo as histórias de quando
havia piratas sem coração.

No meu barco explorador
oiço cânticos, gente a marear,
remam e remam com fervor
para onde vão eles navegar?

Com a ajuda de um binóculo
observei o longe e o perto,
mas fiz mal o meu cálculo
nada vi, tudo estava deserto.

E agora o que fazer?
Bem, continuei a nadar
e os golfinhos fui ver,
estarei apenas a sonhar?

De regresso a este lugar
sem dele sequer sair,
trago histórias para contar
sobre a vida de ver partir

Diogo Carregã
Escola Básica e Secundária Quinta das Flores – 5º B, nº6

3º lugar (ex aequo)

“O MAR”

Mar de navegadores.
Mar de conquistadores.
Povo heróico.
Com muitos louvores.
Mar de tormentas.
Mar dos campeões.
Mar de loucuras.
Mar de paixões.
Mar calmo e límpido.
Mar furioso e rebelde.
Mar do Índico.
Mar que se pinta nas telas da cidade.
Cor de prata
Na noite calma.
Cor de fogo
Na noite de tempestade.
Mar que acalma.
Mar que dá saudade.
Mariana Quiaios,
Colégio de S. Teotónio, 5º C,nº21

3º lugar (ex aequo)

“Leio o mar”

Leio o mar.
Leio as ondas, os corais,
Os peixes, e outros que tais.
As conchas, os búzios,
Os polvos macambúzios!
Leio o mar.
Letras flutuam ao sabor das correntes.
Embalados, vogam, contentes,
Por este mar de poesia,
Versos cheios de harmonia.
Em turbilhões de espuma branca,
Espalha-se a melodia,
Desta grande fantasia.
Fantasia que encanta.
Espuma branca
Num remoinho,
De pensamentos,
Emoções,
Sentimentos,
O caos caótico de criar,
Aquilo
Que só em verso
Se pode explicar.

Eu leio o mar.

Filipa Maria Costa_6ºF_nº8
Agrupamento de Escolas Coimbra Sul – EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia

3º Escalão

1º lugar

“O Mar”

Curvei o horizonte à minha volta
Das sombras das veredas, dos montes
Das explosões das luzes, das fontes
Das searas maduras a ondular
Escolhi o Mar!
Esse abraço largo e infinito
Que liberta o eco de um grito.
Escolhi o Mar!
Pelo recado e loucuras das ondas
O segredo das gaivotas, das conchas.
Escolhi o Mar!
Fico a olhá-lo longamente
Tão igual à paz de alguém
E a luz do seu olhar
Por ser um lugar de bem
Escolhi o Mar!

Guilherme Nuno Sobral Coelho Pina
Escola Básica e Secundária Quinta das Flores – 9º A

2º lugar

“Mar…”

Assim belo…
Assim maravilhoso…
Assim meu…

Na tua imensidão,
vejo a vida de um aventureiro…
Nas tuas ondas,
oiço a chamar de aventura…

Assim belo…
Asiim maravilhoso…
Assim meu…

Na tua água salgada,
Sinto a frescura de um reencontro
Na tua espuma branca,
Vejo a doçura do primeiro amor…

Assim belo…
Assim maravilhoso…
Assim meu…

Melanie Azevedo
Escola EB 2,3 Martim de Freitas, 9º C , nº 18

4º Escalão

1º lugar

“Mar de sombras”

Mar calmo,
Mar revolto,
Mar de velas,
Mar de fogo,
Ora ninho, ora remoinho,
Ora abrigo, ora castigo,
Ora norte, ora morte.

Mar de anjos,
Mar de demónios,
Mar de sussurros,
Mar de gritos,
Às vezes peço,
Às vezes peco,
Às vezes eco;
Muitas vezes só,
Muitas vezes pó.

Mar de lágrimas,
Mar de sangue,
Mar de vozes,
Mar de solidão,
Por vezes ainda ouço os murmúrios
Das almas penadas que nunca dali sairão.

Mar, Mar, MAr, MAR!
BASTA
De cortar os braços a quem se arrasta;
Se o mar não se pode amar
Que se mate o que dele restar.

Mar de vida, mar de sombras,
Que o meu mar não é feito de água nem de ondas;
(A alma atormentada que lá mora é somente a minha)
É um sítio escuro que dentro de mim se aninha.

Rita Joana da Cruz Roque
Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste / Escola Secundária D. Duarte, 12º ano –Turma A, nº 26

2º lugar (ex aequo)

“O Mar – Página em Branco”

O mar
é uma página em branco,
à espera de ser desenhada.
É amanhã, é o hoje,
intocável, misterioso, questionável.

O mar, caminho já feito,
impossível de desvendar,
no silêncio de noites por explorar.

O mar,
onde me perco e encontro,
no fundo do teu olhar.

Carlos Miguel Antunes Simões
Escola Secundária de Avelar Brotero, 11º ano (Curso Profissional de Técnico deEnergias Renováveis)

2º lugar (ex aequo)

“Sinfonia”

As minhas palavras são todas água.
Todas uma essência macia.
Uma espuma que transborda
na suave maresia.

Como um farol à deriva
Ou um barco sem rumo,
Balançam pela sorte
Nas marés do mundo.

Como o reflexo mudo
Do mar profundo,
Escondem-se no tempo
em gotas de nada…

Estas palavras são ondas
Que arrastam o meu ser.
Sentem no meu corpo
Um desejo de luar.

As correntes fortes
fluem para o céu,
Como salpicos de sonhos
Salgando a pele.

Foi no tempo
em que me perdi,
Entregue a um mar
que não era meu…

Eu não sei mentir,
Mal sei falar;
Sou só marulho…
Sinfonia em alto mar.

Patrícia Eloy
Escola Básica e Secundária Quinta das Flores, nº 18 – 12ºH

 

18 e 20 de fevereiro 2013 | Encontro com o Escritor José António Franco

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JOSÉ ANTÓNIO FRANCO, licenciado em Filologia Germânica, professor, poeta e ficcionista, divulgador de poesia, e dinamizador de oficinas de escrita, tem-se dedicado à didática da poesia, trabalhando essencialmente com crianças do Ensino Básico e realizando conferências e ações de formação para professores, educadores e bibliotecários. Criador e dinamizador do Concurso de Ortografia entre várias escolas da cidade de Coimbra, com a realização de várias edições é igualmente elemento da Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais BONIFRATES com intervenção especial em atuações dos Jograis desta Companhia e é nosso convidado nos próximos dias 18 e 20 de fevereiro numa iniciativa dirigida a todos os alunos do 5º ano.

No dia 18 de fevereiro, o Encontro com o nosso escritor decorrerá na Biblioteca Escolar da escola sede – EB 2,3 Dr.ª Maria Alice Gouveia, pelas 13:45; no dia 20, duas sessões terão lugar igualmente na BE, respetivamente às 10:15 e 12:00. Vão ser dois dias muito especiais em que, a partir da leitura expressiva de algumas das poesias do escritor, da interação com o poeta, haverá lugar à recriação através de textos elaborados pelos alunos e melodias que animarão certamente mais uma iniciativa sempre aler+.

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14 de fevereiro 2013 | Os nossos Escritores | Dizem por aí

Para ler sempre!imagesCANASQ7Q

 

Dizem por aí

Que o Amor não se vê, não se ouve.

Que não se cheira,

Nem se saboreia.

Eu cá não sou da mesma opinião.

Não quero parecer do contra, não.

Longe disso.

Eu só acho

Que o verdadeiro significado do Amor

Está a levar sumiço.

Pois não se vê o Amor,

Nos olhares disfarçados

Dos Apaixonados?

Não se saboreia,

No bolo preparado,

Para a Amada do Apaixonado?

Não se ouve,

Representado pelas doces melodias

De Amor?

Não se cheira, num perfume de rosa,

Essa bela flor?

O Amor é loucura.

Quem o sente na verdadeira forma,

Fica, por norma,

Agarrado ao seu Amado.

Sem ele, a vida perde o sentido.

Mas se este Apaixonado,

For pelo seu Amor traído,

Fica enfurecido.

Condenado a vaguear para sempre,

Na eterna noite da solidão.

Sem ninguém.

Ninguém disposto,

 

A estender-lhe a mão.

 

Filipa Maria Barata da Costa_6º F_nº8

28/1/2013

 

José António Franco | Fevereiro | Encontro com o Escritor !

ENCONTRO COM O ESCRITOR JOSÉ ANTÓNIO FRANCO
CONHECER O AUTOR | VIDA E OBRA
18 e 20 de fevereiro de 2013

Sem título

O poeta José António Franco vem à nossa escola nos dias 18 a 20 de fevereiro para mais um Encontro com o Escritor, dirigido a todas as turmas do 5º ano no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa em articulação com a BE.

Aqui está a calendarização:

18 de fevereiro – 13.45-15.15 – 5ºE | 5ºG
20 de fevereiro – 10.45-11.45 – 5B | 5C | 5D
12.0-13.30 – 5A | 5F

Vamos conhecer o nosso escritor?

 JOSÉ ANTÓNIO FRANCO nasceu em Coimbra, no ano de 1951. Licenciado em Filologia Germânica, professor, poeta e ficcionista, divulgador de poesia, e dinamizador de oficinas de escrita, tem-se dedicado à didática da poesia, trabalhando essencialmente com crianças do Ensino Básico e realizando conferências e ações de formação para professores, educadores e bibliotecários.
Foi bolseiro Fulbright (Comissão Cultural Luso-Americana), na State University of New York, College at Potsdam, 1979.
Foi galardoado no Prémio Alves Redol de Revelação de Conto, em Vila Franca de Xira, aquando das Comemorações de 50 anos de Gaibéus de Alves Redol, 1990.
Venceu o X Prémio de Conto Joaquim Namorado, instituído pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, 1993.
Em 1997, foi galardoado pelo Instituto de Inovação Educacional no Concurso “Experiências Inovadoras no Ensino” pelo projeto A Poesia como Estratégia.

É Formador de professores. Formador da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

 BIBLIOGRAFIA

 1986 | Véspera Tardia, poemas, Coimbra, assinado com o pseudónimo de António Simões;

1987 | Pedra Fecunda, poemas, Coimbra;

1992 | Histórias e Morais, Coimbra;

1993 | Paisagem sem Noite, poemas, colecção Poesia, Livraria Minerva, Coimbra;

1996 | “O Frigorífico”, in Contos Premiados, X Prémio Joaquim Namorado, Câmara Municipal da Figueira da Foz;

1998 | “A poesia como estratégia”, in José António Franco et al, Experiências Inovadoras no Ensino: inovação pedagógica, coleção Práticas Pedagógicas, nº 6, Instituto de Inovação Educacional, Lisboa;

1999 | A Poesia como Estratégia, Campo das Letras, coleção Campo da Educação, Porto;

2004 | “Corpinteiro”, in Crónica Jornalística — Século XX, antologia organizada por Fernando Venâncio, Círculo de Leitores;

2005 | Histórias e Morais, Pé de Página, Coimbra, Novembro;

2009 | Verso a Verso (PNL), Antologia Poética, com Textos de Luísa Ducla Soares, José Manuel Ribeiro, Vergílio Alberto Vieira, Amadeu Baptista, Nuno Higino e Francisco Duarte Mangas, ilustrações de João Concha, Editora Trinta-Por-Uma-Linha, Porto, Julho;

2009 | Versos de Respirar (PNL), Calendário, Coimbra, Outubro;

2011 | O Melro Envergonhado, Lápis de Memórias, Coimbra, Novembro;

2012 | Rimas e Castanholas, Trinta-Por-Uma-Linha, Porto, Março;

2012 | A Poesia como Estratégia, Tropelias & Companhia, Porto, Novembro.

Concurso de Leitura Expressiva | Foi hoje!

A Poesia e a Narrativa visitaram a nossa Biblioteca!

Durante esta manhã estiveram presentes trinta e quatro alunos do 2º Ciclo e vinte e seis alunos do 3º Ciclo que, de uma forma empenhada, criativa e sensível, deram voz às palavras e ao coração de vários escritores: João Manuel Ribeiro e António Gedeão na poesia e Saint-Exupéry e Afonso Cruz na prosa.

A Biblioteca Escolar agradece e felicita de um modo muito especial os professores de Língua Portuguesa que, dedicados e com alegria, contribuíram para este momento tão especial e de tão grande qualidade em que a leitura foi uma festa.

E já temos os resultados! Tarefa árdua para o júri (os professores Francisco Paz, Paulo Ilharco, Conceição Carvalheiro e Maria João Caldeira) e também para as professoras Adília Cunha e Margarida Soeiro que preencheram e entregaram os Certificados aos alunos participantes. Todos saíram vencedores, porque partilhar o que de mais profundo há em nós é sempre uma vitória!

Parabéns a todos os concorrentes!

2º Ciclo

5º Ano

Regina Baptista, 5ºC, 17

Filpa costa, 5º F, 8

Filipe dos Santos, 5ºF, 9

6º Ano

Ana Catarina Peixoto, 6ºA, 1

Eduardo Amaral, 6ºF, 6

Ricardo Rocha, 6ºG, 19

3º Ciclo

Carolina Marques, 7ºC, 4

Mariana Ventura, 9ºA, 18

Ana Maia, 9ºC, 1

 Pedro Nolasco, 9ºC, 16

Pedro Carvalho, 9ºC, 17

MENÇÕES HONROSAS:

Benvinda Jesus, 6ºF, 4

Sameer Ahmed, 6ºF, 26

As fotografias virão depois!

 

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8 de março | Ciclo de Leitores | Poeta Paulo Ilharco

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10 de fevereiro 2012 | José Fanha e uma manhã feliz na BE

A vinda do escritor José Fanha à Biblioteca da nossa escola foi um momento inesquecível e é através das palavras dos nossos alunos que vamos sentir como esta manhã foi o início de um dia feliz.

No dia 10 de fevereiro, a nossa Biblioteca Escolar recebeu o escritor José Fanha.
A turma do 6ºE ficou agradavelmente surpreendida com a magia do dom da palavra deste declamador, fazendo-nos entrar no mundo da escrita.
A parte que o 6ºE gostou mais foi uma assustadora história de terror “A mulher esqueleto” contada por José Fanha que é um escritor simpático, divertido e que consegue por as palavras certas nos sítios certos.
            José Fanha é um arquiteto das palavras.

Turma 6ºE

Carolina Santos…6ºB, disse:

Adorei a sessão com o escritor José Fanha gostei muito de ouvir o escritor e dos poemas e histórias que contou. Para ser sincera tocou-me um pouco a história da sua avó.
Espero que o escritor se tenha sentido “em casa” como ele disse até porque as “portas” estarão “sempre abertas” para este escritor magnífico.
Não o conhecia no sentido de o escritor ser alegre, ser simpático,…mas deu para perceber que ele é uma pessoa alegre,simpática e o que faz, fá-lo com muito amor,carinho e dedicação. Até hoje os escritores que foram lá à escola nenhum me chamou tanto a atenção como este. Esta foi a sessão que me fez ver que ler não é assim tão mau, aliás até nos faz descontrair, pois foi assim que me senti, descontraída. Nunca me interessei muito por livros nem nunca li assim muito porque achava que “era um pouco seca” mas depois de hoje percebi que ler nem sempre é uma seca, basta fazê-lo com diversão, interesse e alegria,pois um livro para além de nos dar informações sobre o passado e o futuro também nos dá diversão até porque são histórias inventadas. Por mais que as histórias sejam pequenas deixam-nos sonhar e voar alto, aliás muito alto.
Agora só espero que levem mais escritores lá à escola.

Diana Pinto… 6ºF,  disse:
Concordo plenamente com o comentário da Carolina…até porque o escritor José Fanha leva-nos ao céu com as suas palavras e também com a sua imaginação. Foi recebido como um grande amigo na nossa escola Maria Alice Gouveia. Há acontecimentos que que nunca “fogem” da nossa memória e este é um deles. Não me posso esquecer de dizer que o escritor é uma pessoa muito divertida e simpática. Devido à imensidão do seu bom coração recebeu-nos também de um modo espetacular.

Inês Santos…6ºB disse:Eu concordo que tragam escritores assim a nossa escola, mas o que tu disseste estava realmente certo e eu senti o mesmo!
Ler é o máximo tal com o escritor José Fanha!

Os nossos escritores…graúdos!

Fazer de Contas

 

Faço de contas que sou mais feliz

Faço de contas que sei bem quem sou

Faço de contas que já me encontrou

Ess’alma que me amou e eu não a quis.

 

Faço de contas que sou alma actriz

Faço de contas que sei onde estou

Faço de contas que já me encantou

Ess’alma que me fala e nada diz.

 

Faço de contas que tudo sei ser

Faço de contas que não há “porém”

Faço de contas que tudo vou ter.

 

Faço de contas que são mais de cem

As contas que não conto por saber

Que ao certo contas certas ninguém tem.

 

Paulo Ilharco

 

24 de janeiro de 2012 | Encontro com a escritora e professora de CFQ Regina Gouveia

Título (opcional)

Poemário online | POESIA TODOS OS DIAS!

 Já visitaram este mês o Poemário OnLine da Biblioteca Municipal de Coimbra ?

Diariamente podemos ler e conhecer tantos escritores, voar com eles e pensar que todo o tempo é tempo de poesia! E sabem, podem ler muito MAIS se clicarem no dia e mês que escolherem! Vamos então ler +?

Tempo de poesia

Todo o tempo é de poesia
Desde a névoa da manhã
À névoa do outro dia.
Desde a quentura do ventre
À frigidez da agonia.
Todo o tempo é de poesia.
Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue sossobram.
Vidas que a amar se consagram.
Sob a cúpula sombria
Das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
Da celeste alegoria.
Todo o tempo é de poesia.
Desde a arrumação do caos
À confusão da harmonia.

António Gedeão (1906-1997),
Movimento perpétuo

 Podem ler+ em      http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/poemario2011 
  
                                EU
 
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
   Florbela Espanca (1894-1930),in Livro De Mágoas

(seleccionado pela Escola Secundária Infanta D. Maria)

Durante o mês de Março, foram os alunos do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha – Bissau, Guiné-Bissau que contribuiram para este calendário de poemas! O autor deste texto foi um aluno do 9ºano.

AFRICANIDADE

Menino africano
Gotinha de chuva,
Para onde vais?
A caminho do rio
E depois para o mar.

Grãozinho de terra
Para onde vais?
Vou ver os caminhos que hei-de cruzar.

Menino africano
Que pensas fazer?
Um mundo mais justo
Para a gente viver. 
.
Zelmar Gomes, aluno do 9º ano do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha, poema publicado no jornal escolar Anunciador de Junho de 2010

25 de Abril de 1974 | Recital 5ºH na BE

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Hoje ouviu-se poesia na nossa Biblioteca Escolar! A turma do 5ºH não quis deixar de comemorar esta data e preparou na aula de Língua Portuguesa poesias originais sobre o Antes e o Depois do 25 de Abril de 1974. Os alunos de PLNM também escreveram as suas poesias! Com a professora de Educação Musical ensaiaram duas canções da época. A Biblioteca ensaiou as músicas ao som de viola e acordeão.

O Recital começou às 10:30 e as turmas 1ºPCA, 5ºF e 6ºF assistiram e participaram. Vários professores viram e ouviram os textos originais e de grande qualidade e até maturidade apresentados por estes alunos de dez anos! O Recital começou com uma contextualização através de um excerto da obra O Tesouro de Manuel António Pina. Seguiu-se a leitura de poesias sobre os anos de Ditadura. Cantou-se   Grândola Vila Morena e foi o momento de comemorar, mais uma vez com textos originais, o dia da Liberdade. Finalizou-se a sessão com a canção “Somos Livre”. Depois foi a vez do 5ºF apresentar os seus trabalhos, também de grande qualidade, aos seus colegas do 5ºH.

Sempre aLer+ em Liberdade!

Curtas | A menina de coração de pássaro

“Há poesia na escola?” | Resultados

A Biblioteca Escolar saúda todos os concorrentes pela sua participação e empenho neste concurso que envolveu quase todas as escolas da Rede de Bibliotecas de Coimbra. Não se esqueçam: o importante é participar e continuar a escrever e a ler poesia! Há, sem dúvida, poesia na escola!

Felicita de um modo especial a aluna vencedora do 2º Ciclo – Matilde Paz, do 5ºH pelo seu poema “Eu, abstracto”.

Muitos Parabéns! Vamos conhecer o seu poema?

Eu, Abstracto

Não sei

Quem sou,

Nem sei

Porque aqui estou

Só sei que

Por norma,

Não tenho

Uma definida forma

Não! Estou farto!

Que me digam que não faço sentido!

Pois sentido faço, e muito!

Pode é não ser bem percebido

Posso representar

A alegria e a felicidade,

Mas por vezes também posso ser

A dor ou a saudade

Mas eu tenho um desejo,

Falando agora com sinceridade:

Gostava de representar a coisa mais bonita:

A Amizade

Abstracto,

Sou eu

Mas a esperança

Não morreu!

Pois um dia

Posso vir a ser

Um desenho

A valer!

Matilde de Sá Cordeiro Antunes Paz

5ºH, nº 14

Lista dos vencedores nos diferentes escalões:

1 Ciclo

1º Prémio – “ Livros “ – Inês Gonçalves, 3º ano, Turma 5, EB1 de Santa Apolónia , Agrupamento de Escolas da Pedrulha.

2º Prémio – “Sombra” – Joana Leonor, 4º D, nº 11, EB1 da Solum, Agrupamento de Escolas de Eugénio de Castro

3º Prémio -“Caixinha Mágica” – trabalho colectivo da EB1 de S. Martinho de Árvore, Agrupamento de Escolas de S. Silvestre

2º Ciclo

1º Prémio – “Eu, Abstracto” – Matilde de Sá Cordeiro Antunes Paz – 5º H, nº 14, EB 2,3 DrªMaria Alice Gouveia

2º Prémio – “Livre” – Maria Leonor, 6º B, nº 14 – EB 2,3 de Martim de Freitas

3º Prémio –“Um mundo outrora esquecido” – Ana Inês Amado, 6º B, nº 74, Colégio da Imaculada Conceição de Cernache

3º Ciclo

1º Prémio – “Grilhões com Asas” – Ana Sofia C.B.T. Carvalho, 9º 2, nº 2, Escola Secundária c/3º José Falcão

2º Prémio –“Navegar” – Sofia Seabra Gomes, 8º A, nº 827, Colégio da Imaculada Conceição de Cernache

3º Prémio – “Sem Mágoa” – Inês Gonçalves, 9º C, nº 12, EB 2,3 de Martim de Freitas

Secundário

1º Prémio – “Homem de Abril” – Gonçalo Alexandre Moura Coimbra, 10º H, nº 14, Escola Secundária c/3º Quinta das Flores

2º Prémio – “Tu” – Mauro Xavier Abambres Jorge, 12º A, nº 607, Colégio da Imaculada Conceição de Cernache

3º Prémio – “Contradições” – Cátia Daniela Costa, 12º A, Instituto de Souselas

Dar Poesia a Coimbra | 21 a 25 de Março | Semana da Leitura

“Dar Poesia a Coimbra” é mais uma das actividades organizadas pela Rede de Bibliotecas de Coimbra. De 21 a 25 de Março, alunos de todas as idades das várias escolas do concelho de Coimbra vão ler, dramatizar poemas e oferecer o canto dos poetas nos mais diversos locais.

No dia 25 de Março, entre as 10:30  e as 11:30, vai-se ouvir poesia nos CTT – Rua Dr. Paulo Quintela, dita por uma turma do 4ºAno da EB 1 da Quinta das Flores e no Centro de Saúde Norton de Matos com os alunos do5ºH.

A Poesia está na rua!

4 de Março | João Manuel Ribeiro na Biblioteca Municipal de Coimbra

 

No dia 4 de Março, participámos na actividade “Encontro com o Escritor”, na Casa  Municipal da Cultura – Coimbra. Fizemos a leitura de um capítulo do livro de João Manuel Ribeiro, chamado “Meu Avô, rei de coisa pouca” . Apresentamos também três peças musicais, tocadas na flauta de bisel.

A actividade foi muito interessante, porque ficamos a conhecer melhor o referido escritor e pudemos conviver com vários alunos de outras escolas.

Adorámos esta actividade.

Os alunos do 5ºH

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